Script = https://s1.trrsf.com/update-1779108912/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Marco Rubio inclui Brasil entre países não amigáveis aos EUA ao lado de Cuba, Venezuela e Nicarágua

Secretário de Estado americano afirmou que a América Latina é formada por países amigos dos Estados Unidos, mas deixou de fora o Brasil

2 jun 2026 - 15h33
(atualizado às 15h46)
Compartilhar
Exibir comentários
O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e Marco Rubio interagem durante fotografia oficial dos chanceleres na reunião do G-7, na França.
O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e Marco Rubio interagem durante fotografia oficial dos chanceleres na reunião do G-7, na França.
Foto: Reprodução/Ministério das Relações Exteriores/@ItamaratyGovBr / Estadão

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, citou o Brasil como um país "não amigável" ao comentar sobre a relação dos americanos com os países da América Latina. Rubio disse que, com exceção de Nicarágua, Cuba, Venezuela, Brasil e do atual governo da Colômbia, a América Latina é uma região repleta de aliados dos Estados Unidos.

"É uma história impressionante. Basicamente, com exceção da Nicarágua, de Cuba e, obviamente, da Venezuela, que ainda enfrenta alguns desafios, e também do Brasil, que está no meio de um ciclo eleitoral, além, em certa medida, do atual governo da Colômbia, cujo presidente tem sido problemático, de modo geral trata-se agora de uma região repleta de aliados dos Estados Unidos, líderes amigáveis aos Estados Unidos e uma direção favorável aos interesses americanos", afirmou.

O secretário se referia à suposta boa relação dos Estados Unidos com, segundo ele, mais de uma dúzia de países amigos.

"Agora temos, neste hemisfério, uma coalizão de países amigos — mais de uma dúzia deles — que se alinharam para trabalhar não apenas nas questões de segurança que todos compartilhamos, mas também na prosperidade econômica, que caminha lado a lado com elas", disse.

Brasil e Estados Unidos voltaram a se esbarrar em questões diplomáticas após um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na ocasião, Trump afirmou que a reunião com Lula, a quem chamou de "dinâmico", foi "muito boa" e que os dois discutiram comércio e tarifas.

No entanto, uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu preliminarmente que determinadas políticas e práticas adotadas pelo Brasil seriam "irracionais" ou prejudicariam o comércio norte-americano.

Com base nesse entendimento, o governo de Donald Trump propôs uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A medida ainda passará por consulta pública e audiência antes de uma decisão final.

O governo federal reagiu à conclusão preliminar da investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos contra o Brasil. Em nota divulgada nesta terça-feira, 2, o Palácio do Planalto afirmou receber com "indignação" a decisão anunciada.

O governo também atribuiu a abertura da investigação à atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos e afirmou que as negociações conduzidas entre os governos de Lula e Trump estariam sendo prejudicadas por interesses políticos.

Pré-candidato e possível adversário de Lula na corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reuniu-se com Trump na semana passada. Após o encontro, o governo americano decidiu classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, medida defendida por Flávio.

Lula responsabilizou a família Bolsonaro pelo tarifaço. "Os filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São traidores", afirmou.

"Os meninos do Bolsonaro, um deles que é candidato a presidente, disse no dia 9 de julho de 2025, no dia em que o Trump taxou o Brasil em 50%, olha o que ele tuitou: 'Obrigado, Trump. Faça o Brasil livre de novo. Queremos um Magnitsky'", disse Lula. "O filho dele hoje foi para a televisão dizer que não disse nada. Eu vou repetir: no dia 9 de julho de 2025, no dia em que o Trump nos puniu, ele disse: 'Obrigado, Trump. Faça o Brasil livre de novo'", continuou.

Segundo o presidente, as declarações evidenciam apoio da família Bolsonaro às medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o País.

"Foi lá pedir para o Trump: 'Trump, dá uma porrada no Lula. Dá no Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições. Trump, não deixa. Prejudica o Lula.' Imbecil. Ele não sabe que não vai prejudicar o Lula. Vai prejudicar o povo brasileiro", afirmou Lula.

Apesar de admitir que conversou com Trump sobre tarifas, o senador negou qualquer participação na medida. Segundo ele, durante a visita ao presidente americano na semana passada, pediu que o Brasil fosse poupado de novas taxações.

"Sempre defendi as empresas brasileiras e, em qualquer oportunidade que tiver, vou continuar a defender nosso setor produtivo. Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas. Tarifa não é solução. Precisamos sentar de maneira séria na mesa de negociação, não com bravatas, como faz Lula", declarou o bolsonarista.

Fonte: Portal Terra
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra