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Sim, existem ricaços na Coreia do Norte

Descubra quem são os ricos na Coreia do Norte, como vivem e de que forma hackers e comerciantes prosperam no lucrativo mercado negro local

24 nov 2025 - 15h00
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Em meio ao cenário fechado da Coreia do Norte, surge uma elite pouco conhecida que desfruta de privilégios significativos, diferenciando-se drasticamente do restante da população. O grupo dos ricos norte-coreanos, conhecidos localmente como donju ou "mestres do dinheiro", destaca-se pela capacidade de acumular fortuna em um dos regimes mais fechados do mundo. O acesso a vantagens exclusivas e à influência política marca profundamente a vida desses indivíduos, estabelecendo uma barreira clara entre eles e os demais cidadãos do país.

Grande parte da elite econômica norte-coreana tem suas origens nas cidades, com uma presença marcante principalmente em Pyongyang, a capital. Esses indivíduos atuam de diversas maneiras: desde o comércio clandestino, passando pelo controle de redes de mercado paralelo, até atividades sofisticadas de tecnologia que envolvem atuação estratégica como hackers. A proximidade com membros do alto escalão do governo também facilita oportunidades de negócios e o acesso a informações estratégicas.

Quem compõe a elite rica na Coreia do Norte?

A origem do enriquecimento na Coreia do Norte costuma estar ligada a vínculos familiares com autoridades do regime ou à participação ativa em setores considerados estratégicos pelo Estado. Entre os principais representantes deste grupo estão comerciantes que dominam o mercado negro, empresários com trânsito livre nas Zonas Econômicas Especiais e indivíduos recrutados pelo governo para atuar em operações cibernéticas no exterior. Muitos dos chamados donju possuem negócios que variam desde venda de bens importados até administração de empreendimentos hoteleiros destinados a estrangeiros autorizados.

Outro segmento relevante inclui jovens altamente capacitados em tecnologia, recrutados para compor equipes especializadas em ciberataques. Relatórios internacionais apontam que essas equipes, muitas vezes formadas e financiadas pelo governo, obtêm ganhos relevantes ao redor do mundo, desviando recursos eletrônicos e efetuando operações de lavagem de dinheiro. O resultado dessas atividades, que alimentam a economia paralela no país, costuma retornar em parte para o financiamento de bens de luxo e manutenção da qualidade de vida dessa minoria privilegiada.

Em Pyongyang, a elite donju vive rodeada por bens de luxo, tecnologia moderna e acesso exclusivo a viagens – depositphotos.com / richie0703
Em Pyongyang, a elite donju vive rodeada por bens de luxo, tecnologia moderna e acesso exclusivo a viagens – depositphotos.com / richie0703
Foto: Giro 10

Como vivem os ricos norte-coreanos em Pyongyang?

Viver no topo da pirâmide social norte-coreana significa acesso a privilégios notáveis, especialmente em termos de consumo e estilo de vida. Em Pyongyang, equipamentos eletrônicos modernos, alimentos importados e automóveis estrangeiros despontam entre os itens cobiçados por essa elite. Residências em bairros exclusivos, com acesso a energia elétrica estável e infraestrutura superior, também fazem parte do cotidiano dos ricos na capital.

Apesar das barreiras impostas pelo regime, esses indivíduos conseguem viajar com uma relativa frequência, seja a trabalho ou lazer, geralmente para países aliados como a China e a Rússia. Nessas viagens, os ricos norte-coreanos garantem a aquisição de roupas de grife, perfumes e outros artigos de luxo que dificilmente circulam entre os cidadãos comuns. Restaurantes sofisticados, cassinos e festas privadas completam o cenário restrito da vida social dessa camada seleto.

Quais atividades suspeitas ajudam a acumular fortuna na Coreia do Norte?

A dinâmica econômica em Pyongyang e em outras regiões urbanas permite operações clandestinas que florescem à margem da legislação oficial. Seguindo ordens do governo ou agindo de forma independente, muitos membros desta elite lucram com remessas do exterior, contrabando de produtos variados e operações financeiras não autorizadas.

  • Hackers especializados: estudantes e profissionais treinados pelo governo realizam ataques virtuais com foco em roubo de informações e recursos financeiros.
  • Mercado negro: movimentação ilícita de alimentos, eletrônicos e medicamentos, abastecendo demandas do cotidiano.
  • Comércio exterior clandestino: exportação e importação de bens através de canais oficiosos, envolvendo conexões internacionais.
  • Lavagem de dinheiro: mecanismos sofisticados que garantem a circulação quantias elevadas entre fronteiras, muitas vezes disfarçadas como investimentos estrangeiros.

O contraste entre a minoria economicamente favorecida e a maioria da população ressalta as divisões internas e evidencia uma realidade pouco exposta ao mundo. Embora vivam sob rígidas restrições políticas, os ricos da Coreia do Norte continuam a expandir suas fontes de renda e garantir melhores condições de vida quando comparados ao restante dos habitantes do país, sempre atentos à vigilância e ao controle do regime central.

Do mercado negro a ciberataques internacionais, múltiplas atividades clandestinas impulsionam a fortuna dos ricos norte-coreanos – depositphotos.com / natanaelginting
Do mercado negro a ciberataques internacionais, múltiplas atividades clandestinas impulsionam a fortuna dos ricos norte-coreanos – depositphotos.com / natanaelginting
Foto: Giro 10
Giro 10
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