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Irã ataca megafundições de alumínio enquanto países tentam conter guerra em reunião emergencial

O conflito no Oriente Médio ganhou novos contornos neste domingo (29), após o Irã assumir a responsabilidade pelos ataques a duas das maiores fundições de alumínio do mundo, localizadas no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos. A ofensiva, que deixou dois funcionários levemente feridos, reacendeu o temor de um impacto significativo na economia global, já pressionada por um mês de confrontos na região.

29 mar 2026 - 07h12
(atualizado às 07h42)
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Esta fotografia, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Paquistão em 29 de março de 2026, mostra o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar (à direita), conversando com seu homólogo turco, Hakan Fidan, durante uma reunião no escritório do Ministério das Relações Exteriores em Islamabad. Altos diplomatas de Riad, Cairo e Ancara devem chegar à capital paquistanesa nos dias 29 e 30 de março para "discussões aprofundadas sobre uma série de questões, incluindo esforços para reduzir as tensões na região".
Esta fotografia, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Paquistão em 29 de março de 2026, mostra o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar (à direita), conversando com seu homólogo turco, Hakan Fidan, durante uma reunião no escritório do Ministério das Relações Exteriores em Islamabad. Altos diplomatas de Riad, Cairo e Ancara devem chegar à capital paquistanesa nos dias 29 e 30 de março para "discussões aprofundadas sobre uma série de questões, incluindo esforços para reduzir as tensões na região".
Foto: AFP - HANDOUT / RFI

Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, as duas empresas atacadas desempenham "um papel importante no fornecimento para as indústrias militares americanas, graças aos investimentos dos Estados Unidos". Teerã afirma que a ação foi uma resposta direta aos bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel contra a infraestrutura industrial iraniana nos últimos dias.

Novos ataques e mortes próximas ao Estreito de Ormuz

Na manhã deste domingo, a tensão aumentou ainda mais com novos ataques aéreos no porto iraniano de Bandar Khamir, nas proximidades estratégicas do Estreito de Ormuz. Segundo a agência estatal IRNA, cinco pessoas morreram e quatro ficaram feridas.

A região continuou sob pressão: múltiplos ataques com mísseis e drones foram relatados em diferentes pontos do país, e uma série de explosões ecoou pela capital, Teerã. A Guarda Revolucionária ameaçou atacar universidades americanas no Oriente Médio, após bombardeios inimigos terem danificado duas instituições iranianas.

A emissora Al Araby, do Catar, informou que um míssil israelense atingiu o prédio onde funciona sua sucursal em Teerã. As imagens divulgadas mostram janelas estilhaçadas, escritórios destruídos e ruas cobertas de destroços. O Irã acusou Israel de ter assassinado deliberadamente três jornalistas libaneses no sábado, ampliando o tom de confrontação.

Israel sob alerta e repressão a protestos

Em Israel, o exército anunciou que mísseis iranianos estavam a caminho do território e orientou os moradores das áreas ameaçadas a buscarem abrigo imediatamente. As Forças de Defesa de Israel também confirmaram a morte "em combate" de um soldado de 22 anos no sul do Líbano — o quinto desde a retomada das hostilidades com o Hezbollah, grupo aliado ao Irã.

Em Tel Aviv, manifestações antiguerra foram reprimidas pela polícia na noite de sábado. Centenas de pessoas haviam se reunido em um protesto não autorizado contra a escalada militar.

Durante a madrugada, Kuwait e Emirados Árabes Unidos relataram novos ataques com drones e mísseis iranianos, indicando que a ofensiva de Teerã se estende para além do eixo principal do conflito.

Diplomacia tenta conter a escalada

Em paralelo ao agravamento militar, autoridades da Turquia, Paquistão, Egito e Arábia Saudita se reúnem hoje e amanhã em Islamabad para "discussões aprofundadas" voltadas a evitar uma ampliação ainda maior da guerra.

Enquanto isso, o Washington Post revelou que, segundo autoridades americanas, o Pentágono estaria se preparando para operações prolongadas em solo iraniano, com previsão de durar semanas.

Na Síria, o vice-ministro da Defesa informou que o país derrubou quatro drones lançados do Iraque, neste domingo. Segundo ele, os alvos eram instalações militares americanas no nordeste do território sírio, incluindo a base de Qasrak. Os drones foram abatidos sem deixar vítimas.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghaliba, afirmou neste domingo que Washington está preparando um ataque terrestre, apesar dos esforços diplomáticos.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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