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Melhores chocolatiers da Bélgica mostram sua arte em exposição de ovos de Páscoa

1 abr 2026 - 15h09
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Os 40 principais ‌chefs de confeitaria e chocolatiers da Bélgica se reuniram para apresentar o chocolate artesanal em obras de arte comestíveis com tema de ovos de Páscoa na capital do país nesta quarta-feira.

Bel'Oeuf é uma iniciativa do chocolatier belga Marc Ducobu em colaboração ⁠com Carlo Ferrigno, gerente do Hotel Amigo, um hotel de luxo ‌próximo à prefeitura de Bruxelas, na histórica praça gótica Grand-Place.

O tema da quarta edição do evento anual foi "diversão em ‌movimento", com esculturas em forma de foguetes, ‌carruagens e balões de ar quente, algumas levando até ⁠25 horas para serem concluídas e usando até 18kg de chocolate.

"O chocolate, de certa forma, é um meio com o qual você pode esculpir", disse Michael Lewis-Anderson, chef confeiteiro britânico-belga que fez o bolo de aniversário de casamento do rei belga ‌Philippe.

"De repente, todos esses fabricantes de chocolate se tornaram artistas. E ‌é isso que ⁠é ótimo", disse ⁠ele após montar sua criação, "L'Uovo in Carrozza", em alusão a um prato ⁠típico italiano, um sanduíche ‌com queijo e ovo, que ‌pode ser literalmente traduzido como "o ovo na carroça". A obra do chef traz Humpty Dumpty em uma carruagem sobre um tabuleiro de xadrez inspirado em Alice no País ⁠das Maravilhas.

"E você pode comê-lo", acrescentou.

País com quase 12 milhões de habitantes, a Bélgica é famosa em todo o mundo por seus produtos culinários, como waffles, cervejas e, é claro, o chocolate.

A exposição estará aberta ‌ao público de quinta a quarta-feira, 8 de abril. Os ingressos e as vendas das obras serão doados à Televie, ⁠organização belga de pesquisa sobre o câncer.

Cada obra de arte está à venda por 900 euros e a peça central, "O Primeiro Movimento", do famoso chef confeiteiro Christophe Morel, será leiloada por um preço a partir de 1.500 euros.

Para Pierre Marcolini, premiado chef confeiteiro e chocolatier, o evento é uma chance para os artesãos belgas ganharem visibilidade e demonstrarem sua criatividade.

"Acho que as pessoas precisam ir além da ideia de que o chocolate -- ou o chocolate belga -- seja apenas pralinês", disse. "Ele pode ser outra coisa; pode ser uma obra de arte."

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