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Psicóloga colombiana morre por eutanásia após batalha judicial

Catalina Giraldo Silva passou por anos de tratamento intensivo e não apresentou melhora de seu quadro

14 jul 2026 - 13h11
(atualizado às 13h12)
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Psicóloga colombiana lutou para obter autorização para o suicídio assistido por médicos, modalidade ainda sem regulamentação no país
Psicóloga colombiana lutou para obter autorização para o suicídio assistido por médicos, modalidade ainda sem regulamentação no país
Foto: Reprodução/ Noticias Caracol / Estadão

A psicóloga colombiana Catalina Giraldo Silva, de 30 anos, morreu por eutanásia na última semana após uma longa batalha judicial para conseguir autorização inédita para realizar o suicídio assistido. 

A morte dela ocorreu na última quinta-feira, 9, mas foi divulgada pelo telejornal colombiano Noticias Caracol nesta segunda, 13. O caso ocorreu em uma clínica, acompanhada da família dela, após um médico aplicar a medicação, procedimento permitido no país.

Ela decidiu por aceitar a eutanásia, depois de ter o pedido negado para o suicídio assistido, no qual o profissional de saúde fornece a substância para o próprio paciente aplicá-la. 

“Eu devo dizer que chegar a essa decisão não foi fácil. Eu me negava a solicitar novamente a eutanásia porque sentia que estava traindo essa luta, que não estava sendo fiel aos meus princípios. Não sinto que eu esteja desistindo; sinto que estou entregando um pouco agora a responsabilidade a outros", afirmou Catarina à emissora.

Ela foi diagnosticada com transtorno depressivo maior grave, transtorno de personalidade borderline e transtorno de ansiedade. A psicóloga passou anos sendo submetida a diferentes tratamentos, mas não teve melhora significativa. Conforme o jornal colombiano, ela chegou a realizar cerca de 40 combinações de medicamentos e nove internações psiquiátricas, além de ciclos de terapia eletroconvulsiva, desde 2019. 

Foi em 2025 que solicitou à operadora de saúde Sanitas a autorização para realizar o suicídio assistido, pois considerava que já havia esgotado todas as alternativas terapêuticas. O pedido foi negado sob o argumento de que não havia regulamentação específica para o procedimento.

Foi então que ela decidiu pela eutanásia. “Eu me sinto muito tranquila. Faz muitos anos que eu não sentia essa tranquilidade. Tira um peso imenso saber que seu sofrimento não vai se prolongar indefinidamente no tempo, mas que você pode parar, pode interromper, pode dizer que é suficiente", declarou ao telejornal. 

Alerta de gatilho: este texto contém informações sensíveis relacionadas a exploração sexual de crianças. Em caso de pedido de ajuda urgente, entre em contato com a Polícia Militar (190) e Samu (192). Para fazer denúncia, utilize o canal do WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (61) 99656- 5008 ou Disque 100.

**Com informações do Estadão

Fonte: Portal Terra
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