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Ex-presidente do Irã é colocado em prisão domiciliar por suspeita de participação em plano secreto de Israel, diz jornal

Plano previa diferentes etapas de execução, incluindo ataques militares, e visava derrubar o regime dos aiatolás

13 jul 2026 - 15h54
(atualizado às 16h29)
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Plano envolvia a colaboração do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad com a agência de inteligência de Israel
Plano envolvia a colaboração do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad com a agência de inteligência de Israel
Foto: Spencer Platt/Getty Images

O ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad foi colocado em prisão domiciliar sob suspeita de envolvimento em um suposto plano secreto articulado por Israel para derrubar o regime dos aiatolás, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira, 13, pelo jornal The New York Times.

De acordo com a publicação, autoridades iranianas passaram a investigar Ahmadinejad após tomarem conhecimento de uma operação conduzida pelo serviço de inteligência israelense, que teria buscado recrutá-lo como fonte de informações e, posteriormente, prepará-lo para assumir o comando do país.

A reportagem afirma que a estratégia vinha sendo desenvolvida há anos. Um dos episódios citados pelo jornal ocorreu em 2024, quando o ex-presidente participou de uma conferência sobre mudanças climáticas na Universidade Ludovika, em Budapeste, na Hungria.

Segundo o reitor da instituição, Gergely Deli, um integrante do governo húngaro informou que o evento serviria como fachada para encontros reservados entre Ahmadinejad e agentes da inteligência israelense.

Com base em fontes dos governos do Irã e dos Estados Unidos, o The New York Times diz que Israel conseguiu convencer Ahmadinejad, conhecido por sua histórica retórica contra o Estado israelense, a colaborar com a operação.

O plano previa diferentes etapas que combinavam ataques militares, eliminação de lideranças iranianas, campanhas de influência política e ações voltadas a ampliar a instabilidade interna no país.

Ainda segundo a publicação, o capítulo final da trama ocorreria em fevereiro deste ano, durante o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, quando Ahmadinejad seria retirado do país pelas forças israelenses e retornaria posteriormente como novo líder iraniano.

As fontes ouvidas pelo jornal americano, no entanto, afirmam que a operação não foi concluída porque Ahmadinejad teria desistido de colaborar com a inteligência de Israel antes da execução da etapa final do plano.

Ahmadinejad governou o Irã entre 2005 e 2013 e ganhou notoriedade internacional por seu discurso hostil contra Israel. Durante seu mandato, o país retomou o enriquecimento de urânio, aumentando as suspeitas de que desenvolvia um programa secreto de armas nucleares.

Apesar do bem-sucedido governo para os iranianos, nos últimos anos o ex-presidente passou a ser um crítico das autoridades iranianas. Ele acusou vários políticos de corrupção, viu aliados serem presos e não conseguiu obter autorização legal para disputar novamente a Presidência nas eleições de 2017, 2021 e 2024.

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Fonte: Portal Terra
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