B-52: como é a 'arma mortal' usada pelos EUA contra o Irã
Os Estados Unidos confirmou ter começado a utilizar bombardeiros B-52 sobre o território iraniano pela primeira vez desde o início da guerra
Os Estados Unidos começaram a utilizar sua ‘arma mortal’ contra o Irã. A informação foi confirmada pelo secretário de Defesa norte-americano Pete Hegseth ao The New York Times nesta terça-feira, dia 31. Se trata dos bombardeiros B-52, aeronave militar projetada para atacar alvos terrestres. Mas, afinal como são essas armas?
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O armamento é fabricado pela Boeing. Segundo a corporação, o modelo B-52 "proporciona aos Estados Unidos capacidade imediata de ataque global, tanto nuclear quanto convencional" . Ainda de acordo com a descrição, o armamento tem grande capacidade de carga útil, longo alcance e alta precisão. “O B-52 permanece um pilar da segurança nacional e da dissuasão estratégica dos EUA”, complementam.
O primeiro modelo do tipo foi criado em 1961. Agora, cada motor de um bombardeiro pesa até 7,7 mil quilos. A altura é de 12,4 metros por 48,6 metros de comprimento. Cada aeronave do tipo pesa aproximadamente 83,9 mil quilos, podendo conter até 31,7 mil quilos de carga útil. Um B-52 supera até mil quilômetros por hora em sua velocidade máxima.
Ao todo, foram produzidas 744 unidades do modelo entre as décadas de 1950 e 1960 e, atualmente, apenas a versão H permanece em operação na Força Aérea dos EUA.
A aeronave teve um papel de destaque nos ataques dos EUA na Guerra do Golfo, com os B-52 sendo responsáveis por cerca de 40% de todo o armamento lançado. Os mesmos também estiveram presentes em operações contra o Estado Islâmico, principalmente em missões de ataques feitos de longa distância.
O governo Trump tem alegado manter negociações com o Irã sobre um fim da guerra e acenou para um cessar-fogo. O Irã nega qualquer articulação nesse sentido, e diz que os EUA não apresentaram nenhuma proposta específica até o momento.
O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos bombardearam o Irã em ataque coordenado com Israel e mataram o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Motivados pelo “direito e dever legítimo” da vingança, o Irã contra-atacou, a guerra segue desde então, se expandindo pelo Oriente Médio.
Segundo informações do NYT, a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos afirma que ao menos 1.574 civis foram mortos no Irã, incluindo 236 crianças, desde o início da guerra. Além disso, pelo menos 50 pessoas foram mortas em países do Golfo pelos ataques do Irã em todo o Oriente Médio.
Em Israel, outro país envolvido diretamente, pelo menos 17 pessoas foram mortas até a última sexta-feira, dia 27 de março. Já os norte-americanos mortos foram 13 militares, além de centenas de outros feridos. No Líbano, o Ministério da Saúde alega que mais de 1.260 foram mortos no país até terça-feira, dia 31, com mais de 3.750 outros feridos.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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