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Irã elogia Papa por postura 'moral' diante de ataques dos EUA e de Israel

Presidente fez apelo para nações se posicionarem contra 'exigências' de Washington

16 mai 2026 - 15h45
(atualizado às 16h55)
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, enviou neste sábado (16) uma mensagem ao papa Leão XIV na qual elogiou sua posição diante da guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.

Presidente do país persa enviou carta ao Papa
Presidente do país persa enviou carta ao Papa
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo agências iranianas, o líder iraniano classificou as declarações do Papa como "morais, lógicas e justas".

A agência estatal IRNA relatou que Pezeshkian agradeceu ao pontífice pelos apelos em favor da paz e pela defesa da diplomacia em meio à escalada militar no Oriente Médio.

"Envio a Sua Santidade as minhas mais calorosas e sinceras saudações e agradeço-lhe pela sua postura moral, lógica e justa em relação aos ataques perpetrados em 28 de fevereiro pelo governo dos Estados Unidos", afirmou o líder iraniano.

Pezeshkian também pediu que os países do mundo se posicionem contra o que chamou de exigências "ilegais" de Washington.

De acordo com ele, a ofensiva israelense-americana resultou na morte de líderes políticos e militares iranianos, além de milhares de civis, e provocou danos severos à infraestrutura do país, incluindo escolas, universidades, hospitais e locais de culto.

Na mensagem, o presidente iraniano acusou os Estados Unidos e Israel de cometerem "claros crimes de guerra" e afirmou que a intenção declarada do governo norte-americano de "destruir a civilização histórica do Irã" demonstra, segundo ele, "uma ilusão de poder absoluto".

Pezeshkian ressaltou ainda que diferentes comunidades religiosas convivem pacificamente no Irã há séculos e declarou que o país "nunca ameaçou seus vizinhos". Contudo, justificou as ações militares iranianas na região do Golfo Pérsico como medidas de autodefesa após o uso de bases americanas em países costeiros para ataques contra o território iraniano.

Ao comentar a situação no Estreito de Ormuz, o presidente afirmou que a insegurança atual decorre dos ataques e do bloqueio naval promovido pelos Estados Unidos. Segundo ele, o trânsito marítimo normal será retomado assim que a estabilidade for restaurada, respeitando os mecanismos previstos pelo direito internacional.

Por fim, reafirmou o compromisso de Teerã com a diplomacia e mencionou negociações mediadas pelo Paquistão, apesar do que descreveu como "repetidas traições" dos Estados Unidos.

"A posição do Irã contra as exigências ilegais do governo dos EUA é uma defesa do direito internacional, de elevados princípios éticos e de valores humanos", escreveu ele, instando a uma resposta internacional realista e justa.

Pezeshkian concluiu reafirmando o compromisso do Irã com o diálogo e com a resolução pacífica, legal e ética de disputas. 

Ansa - Brasil
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