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EUA vão sair do Irã "muito rapidamente" e retornar se necessário, diz Trump à Reuters

1 abr 2026 - 10h28
(atualizado às 14h43)
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Os Estados Unidos "sairão do Irã muito rapidamente" e poderão retornar para "ataques pontuais", se ‌necessário, disse o presidente Donald Trump à Reuters nesta quarta-feira, horas antes de fazer um pronunciamento em horário nobre para a nação sobre a guerra.

Com o conflito em sua quinta semana e Trump sob pressão para sair do conflito em meio ao aumento dos preços da gasolina, o presidente agendou um discurso para as 21h (22h no horário de Brasília) para discutir o caminho a seguir. Seu discurso encerrará um dia que começou com uma visita histórica de Trump à Suprema Corte.

Trump, em uma entrevista por telefone à Reuters, disse que um dos ⁠elementos de seu discurso será expressar seu descontentamento com a Otan pelo que ele considera a falta de apoio da aliança aos objetivos dos ‌EUA no Irã.

Um racha transatlântico no segundo mandato de Trump se aprofundou depois que os aliados europeus rejeitaram seu pedido para ajudar a manter a passagem segura do tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

Ele disse que estava "absolutamente" considerando retirar os Estados Unidos da Otan, ‌uma organização cujo tratado foi ratificado pelo Senado dos EUA em 1949. Trump já ‌flertou com uma retirada no passado e pressionou com sucesso os membros da Otan a aumentar seus gastos com defesa.

"Eles não ⁠foram amigos quando precisamos deles", disse Trump. "Nunca pedimos muito a eles... é uma via de mão única."

Trump e outras autoridades do governo têm oferecido uma variedade de prazos para o fim da guerra. Ele disse na terça-feira que os EUA poderiam encerrar sua campanha militar contra o Irã dentro de duas ou três semanas.

Na entrevista à Reuters, ele se recusou a fornecer um cronograma.

"Não posso dizer com exatidão... vamos sair muito rapidamente", disse ele, acrescentando que, uma vez que a saída dos EUA seja alcançada, "voltaremos para fazer ataques pontuais" contra alvos iranianos, conforme ‌necessário.

"CONSEGUIMOS UMA MUDANÇA DE REGIME"

A guerra se espalhou pelo Oriente Médio, matando milhares de pessoas e provocando a alta dos preços da energia, o que ‌tem alimentado os temores de inflação global.

Dois ⁠terços dos norte-americanos acreditam que os EUA ⁠devem trabalhar para encerrar rapidamente seu envolvimento na guerra do Irã, mesmo que isso signifique não atingir as metas estabelecidas pelo governo Trump, segundo uma ⁠pesquisa Reuters/Ipsos realizada de sexta-feira a domingo.

Trump disse que esperava um acordo com o ‌Irã depois que a primeira onda de ‌ataques aéreos matou o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. Várias outras figuras importantes do Irã também foram mortas.

Mojtaba Khamenei substituiu seu pai como líder supremo do Irã; os EUA disseram acreditar que ele está ferido e provavelmente desfigurado. O presidente e o ministro das Relações Exteriores do país permanecem os mesmos de antes do conflito.

Trump disse que a liderança do Irã era agora de "pessoas ⁠totalmente diferentes".

"Eu não precisava de mudança de regime, mas conseguimos por causa das baixas da guerra. Conseguimos. Portanto, temos uma mudança de regime e a grande coisa que temos é que eles não terão uma arma nuclear", disse Trump, acrescentando: "Nem eles querem uma."

A Casa Branca disse que as negociações nos bastidores estão em andamento com o Irã, um ponto que Teerã nega. Uma fonte informada sobre o assunto disse que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, estava conversando com intermediários do Paquistão ‌sobre o conflito ainda na terça-feira.

Sob a direção de Trump, Vance sinalizou em privado que Trump estava aberto a um cessar-fogo, desde que certas exigências dos EUA fossem atendidas, disse a fonte à Reuters na quarta-feira.

"Tivemos uma mudança total de regime", disse Trump. "Estou lidando ⁠com uma chance muito boa de fazermos um acordo porque eles não querem mais ser explodidos."

ARMAS NUCLEARES

Trump disse que um dos principais objetivos do lançamento da guerra era impedir que o Irã desenvolvesse uma arma nuclear.

Quase metade do urânio enriquecido do Irã com até 60% de pureza, um passo curto para o grau de armamento, foi armazenado em um complexo de túneis em Isfahan e provavelmente ainda está lá, disse o chefe do órgão de vigilância nuclear da ONU, Rafael Grossi, no início deste mês.

O complexo de túneis é o único alvo que parece não ter sido seriamente danificado nos ataques realizados em junho passado por Israel e pelos EUA contra as instalações nucleares do Irã.

Trump disse que o objetivo de evitar uma arma nuclear foi alcançado, no entanto.

Sobre o urânio enriquecido, Trump disse: "Isso está tão longe no subsolo que não me preocupo com isso."

"Nós sempre estaremos observando por satélite", acrescentou.

Ele disse que o Irã era "incapaz" de desenvolver uma arma agora.

Há muito tempo o Irã nega querer desenvolver uma arma nuclear e diz que seu programa nuclear é pacífico.

A Agência Internacional de Energia Atômica calcula que, quando Israel lançou seus primeiros ataques em junho, o Irã tinha 440,9 kg de urânio a 60%. Se enriquecido ainda mais, isso forneceria o explosivo necessário para 10 armas nucleares, de acordo com um parâmetro da AIEA.

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