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Com ventos de até 145 km/h, tufão Bavi atinge o leste da China e leva quase 2 milhões de pessoas a deixar suas casas

O tufão Bavi atingiu o leste da China no fim da noite de sábado (11), com ventos de até 145 km/h e fortes ondas atingindo o litoral. Quase 2 milhões de pessoas foram evacuadas, segundo as autoridades do país. Bavi, que passou pelo norte de Taiwan e por ilhas do sul do Japão, chegou por volta das 23h20 de sábado no horário local (15h20 em Brasília) à província de Zhejiang, segundo a agência estatal Xinhua.

11 jul 2026 - 15h40
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Na província de Zhejiang, mais de 1,7 milhão de moradores foram retirados de suas casas, segundo a imprensa estatal. O tufão deve atingir com mais força a região na manhã de domingo. Aulas, atividades profissionais, transporte público e eventos ao ar livre foram suspensos. Mais de 400 voos e dezenas de linhas ferroviárias foram cancelados na província.

"Essa mobilização maciça e sem limites, que não poupa esforços nem custos, tem como único objetivo evitar o pior cenário possível", declarou o governo de Wenzhou, cidade de quase 10 milhões de habitantes localizada em Zhejiang. Segundo a emissora estatal CCTV, o tufão Bavi deverá provocar "chuvas excepcionalmente abundantes" nas províncias de Zhejiang e Fujian.

Mais de 130 mil pessoas foram evacuadas em Fujian e outras 34 mil em áreas costeiras e de maior risco em Xangai, segundo a imprensa estatal. No norte, fortes chuvas já levaram Pequim a evacuar mais de 100 mil pessoas, informou o governo da capital chinesa. A vazão do reservatório de Miyun foi ampliada para lidar com uma possível cheia.

Fenômenos meteorológicos extremos já causaram destruição no sul e no centro da China durante a semana. Tempestades provocaram a morte de ao menos 39 pessoas, além do transbordamento de dezenas de rios e do rompimento de uma barragem.

Bombeiros reforçam janelas e portas de um centro de evacuação com sacos de areia antes da chegada do tufão Bavi à província de Zhejiang; milhões de moradores foram retirados de áreas de risco, em 11 de julho de 2026.
Bombeiros reforçam janelas e portas de um centro de evacuação com sacos de areia antes da chegada do tufão Bavi à província de Zhejiang; milhões de moradores foram retirados de áreas de risco, em 11 de julho de 2026.
Foto: RFI

Voos cancelados em Taiwan

No sábado, Taiwan foi a região mais afetada pelo Bavi, que provocou chuvas torrenciais e ventos violentos. Mais de 14 mil pessoas deixaram suas casas, e muitos estabelecimentos comerciais fecharam. Centenas de voos foram cancelados, e mais de 170 mil residências ficaram sem energia elétrica.

Após atingir Guam e as Ilhas Marianas do Norte na segunda-feira como um supertufão, o Bavi perdeu intensidade e foi rebaixado à categoria de tufão. Neste sábado, seus ventos sustentados diminuíram para 137 km/h, com rajadas próximas de 173 km/h, informou a Administração Central de Meteorologia de Taiwan (CWA), destacando que a tempestade está enfraquecendo.

Mesmo assim, o órgão prevê "chuvas extremamente torrenciais" no norte da ilha e "ondas perigosas" que podem chegar a 10 metros de altura. Segundo o meteorologista Jason Cheng, da CWA, o maior impacto do tufão em Taiwan deve ocorrer "do meio-dia até o fim da tarde".

O aquecimento dos oceanos favorece a intensificação das tempestades tropicais e aumenta a umidade atmosférica, que pode se transformar em chuvas intensas. Os oceanos registraram recentemente o mês de junho mais quente já observado, devido à combinação do fenômeno El Niño e das mudanças climáticas, segundo o observatório europeu Copernicus Marine.

Nas Filipinas, o número de mortes causadas por deslizamentos de terra e outros incidentes relacionados às fortes chuvas passou de 15 para 18, a maioria delas na ilha de Mindanao. Quase 11 mil moradores deixaram suas casas, e dezenas de portos seguem fechados no arquipélago. No Japão, mais de 18 mil residências e instalações ficaram sem energia elétrica na ilha de Okinawa, e dezenas de voos foram cancelados.

Com AFP

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