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Siglas italianas reagem a escândalo entre Catar e Europarlamento

Sigla suspende político de seu quadro; Liga quer investigação

10 dez 2022 - 14h46
(atualizado às 14h55)
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A revelação de uma grande operação da polícia da Bélgica contra eurodeputados e ex-parlamentares que podem ter recebido dinheiro para votar medidas a favor do Catar, partidos italianos começaram a dar os primeiros desdobramentos contra os envolvidos neste sábado (10).

Antonio Panzeri está entre detidos da operação na Bélgica
Antonio Panzeri está entre detidos da operação na Bélgica
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Diversos dos presos na operação eram da Itália, sendo o mais famoso deles o ex-eurodeputado Antonio Panzeri. E contra o político - que também teve a esposa, Maria Colleoni, e a filha, Silvia Panzeri, detidas - foram as principais reações.

A legenda Artigo Um da Lombardia anunciou a suspensão dele de seu quadro de inscritos.

"Em exprimir nossa preocupação pelo que está surgindo, Artigo Um demonstra confiança nas autoridades judiciais e deseja que Panzeri possa demonstrar a sua estranheza a um caso completamente incompatível com sua história e compromisso político", disse a nota do partido.

Já os ultranacionalistas da Liga, que atualmente fazem parte do governo italiano, pediram a convocação do Comitê Parlamentar para Segurança da República (Copasir) e a criação de uma comissão especial no Parlamento Europeu "sobre as ingerências estrangeiras após as investigações, buscas e prisões que envolveram um eleito do PD e outros expoentes da esquerda em Bruxelas".

A referência ao Partido Democrático é por conta da proximidade com o Artigo Um.

O ex-ministro do Trabalho e deputado do PD na Câmara da Itália, Andrea Orlando, também se manifestou e disse que "se for verdade ao menos a metade da história Catar-Parlamento Europeu, seria já um escândalo absoluto".

"Trocar os direitos fundamentais dos trabalhadores por dinheiro e presentes dos senhores feudais do Catar é uma traição total dos valores democráticos", afirmou ainda Orlando.

Entre as denúncias parcialmente divulgadas, Panzeri teria recebido um pacote de férias de luxo com a sua família no valor de 100 mil euros. A esposa e a filha foram acusadas formalmente de associação criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro porque, segundo a investigação, "sabiam dos presentes" e da forma que o ex-político atuava. Neste sábado, elas puderam ir para o regime de prisão domiciliar.

Para além do quadro nacional, a pessoa mais famosa envolvida no escândalo é a atual vice-presidente do Parlamento Europeu, a grega Eva Kaili, que foi presa na operação desta sexta-feira (9). A detenção ocorreu mesmo com a imunidade parlamentar da política porque houve crime em flagrante - que abole a proteção.

Na casa da representante, que faz parte do grupo dos Socialistas, teriam sido encontrados "sacolas cheias de notas de dinheiro", conforme informou o jornal "L'Echo". Ao todo, 16 pessoas foram detidas na operação da sexta-feira. .

Ansa - Brasil
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