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Saiba quem é o homem mais procurado da Rússia

5 abr 2010 - 12h56
(atualizado em 5/4/2010 às 10h20)
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O homem mais procurado pelas autoridades russas hoje se autointitula "emir do Emirado do Cáucaso". Doku Umarov, 45 anos, assumiu a autoria dos ataques cometidos na Rússia na última semana e anunciou, em um vídeo publicado na internet, que prepara novos atentados.

Doku Umarov assumiu a autoria dos ataques no metrô de Moscou e no Daguestão
Doku Umarov assumiu a autoria dos ataques no metrô de Moscou e no Daguestão
Foto: AP

Umarov nasceu na vila de Kharsenoi, no sul da Chechênia, e graduou-se em Engenharia Civil. Quando a Guerra da Chechênia estourou, em 1994, ele estava em Moscou, mas voltou para sua terra natal para cumprir o que chamou de "dever patriótico". Ao longo da guerra, passou por diferentes funções e recebeu inúmeras condecorações. Em 1997, após a eleição de Aslan Maskhadov, foi nomeado líder do Conselho de Segurança checheno, mas precisou deixar o cargo quando o órgão foi dissolvido. Dois anos depois, foi acusado de envolvimento no seqüestro do general russo Gennady Shpigun.

Durante o segundo conflito na região, em 2000, Umarov foi ferido gravemente no rosto e passou dois anos fora do país, se submetendo a tratamentos e cirurgias plásticas reparadoras. No retorno ao país, liderou frentes de combate até 2005, quando começaram a surgir boatos de sua morte. Em 2006, ele escapou por pouco de ser capturado por forças russas. A esta altura já era vice-presidente do governo separatista.

Em 2006, Umarov se intitulou presidente da "República Chechena da Ichkeria" depois da morte do líder rebelde checheno Abdul-Khalim Sadulayev, assassinado em uma batalha contra tropas russas. Após assumir a função, o líder rebelde declarou que a Jihad do Cáucaso pretendia expulsar os não muçulmanos, implantar a lei da sharia e expandir a Jihad além dos limites do Cáucaso.

Em 2007, Umarov rompeu completamente com a postura adotada por seus antecessores, que proclamavam a independência da Chechênia e evitavam o terrorismo contra civis. Sob pressão da ala islâmica mais radical, os grupos liderados por Umarov passaram a recorrer a atentados suicidas e atos de terrorismo contra civis.

Em 2009, seus homens assumiram a autoria do ataque contra a hidrelétrica de Sayano-Shushenskaya, no qual 75 pessoas morreram, e em uma linha de trem, em que outras 27 pessoas perderam a vida. Em dezembro, o próprio Umarov anunciou que os ataques eram apenas o início de uma série de atentados.

A promessa se cumpriu esta semana, quando dois novos ataques foram perpetrados por grupos sob sua liderança. Na segunda-feira, 39 pessoas morreram em um duplo atentado suicida contra o metrô de Moscou. No dia seguinte, 12 foram vítimas de outros dois ataques no Daguestão, no Cáucaso.

Em um vídeo publicado na web, Umarov assumiou a responsabilidade pelos ataques e disse que novos virão. "Ambas essas operações foram realizadas sob meu comando, e não serão as últimas", disse Umarov, fardado, sentado no chão, aparentemente em uma clareira em um bosque.

"Vocês, russos, só veem a guerra pela televisão e ouvem no rádio, é por isso que não reagem às atrocidades que seus grupos criminosos sob o comando de Putin cometem no Cáucaso", disse Umarov.

"Eu prometi a vocês que a guerra chegaria às suas ruas, se Deus quiser, e vocês a sentirão sob a pele", acrescentou ele, que termina o vídeo de 4,5 minutos com as palavras "Allahu Akbar" (Deus é grande) e o dedo apontado para a câmera.

Fonte: Redação Terra
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