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Rússia e Coreia do Norte reforçam cooperação; europeus e Zelensky buscam apoio de Trump

O presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, se comprometeram a "reforçar a cooperação" durante um telefonema na terça-feira (12). Os dois líderes comemoraram a parceria estratégica "em todas as áreas", assinada em 2024, que inclui um pacto de defesa mútua. Eles ainda "confirmaram a intenção de fortalecer a cooperação no futuro", segundo a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

13 ago 2025 - 06h57
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O presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, se comprometeram a "reforçar a cooperação" durante um telefonema na terça-feira (12). Os dois líderes comemoraram a parceria estratégica "em todas as áreas", assinada em 2024, que inclui um pacto de defesa mútua. Eles ainda "confirmaram a intenção de fortalecer a cooperação no futuro", segundo a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

O chanceler alemão, Friedrich Merz (centro), quer conversar com o presidente americano, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, além de outros líderes europeus nesta quarta-feira (13), dois dias antes de uma cúpula entre os Estados Unidos e a Rússia no Alasca.
O chanceler alemão, Friedrich Merz (centro), quer conversar com o presidente americano, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, além de outros líderes europeus nesta quarta-feira (13), dois dias antes de uma cúpula entre os Estados Unidos e a Rússia no Alasca.
Foto: AFP - ANDREW CABALLERO-REYNOLDS,JOHN MACDOUGALL,JOHN THYS / RFI

A ligação ocorreu dois dias antes da cúpula prevista para sexta-feira (15) entre Putin e o presidente americano, Donald Trump, no Alasca. O objetivo do encontro é discutir uma solução para a guerra na Ucrânia.

O líder russo e o dirigente norte-coreano também buscaram demonstrar coesão na véspera do encontro entre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que está em Berlim, e os líderes europeus, na tarde desta quarta-feira (13). Em seguida, eles conversarão com Trump por telefone.

Durante a conversa com Kim Jong Un, Putin também "compartilhou informações, no contexto das futuras discussões" com Trump, segundo um comunicado do Kremlin.

As relações entre Moscou e Pyongyang se intensificaram desde a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022. A Coreia do Norte participou ativamente do conflito, cedendo milhares de soldados ao seu aliado, além de armas e munições.

"O presidente russo mais uma vez elogiou o apoio fornecido pela República Popular Democrática da Coreia, bem como a bravura, o heroísmo e o espírito de sacrifício demonstrados" pelas tropas norte-coreanas "na libertação de Kursk", região russa que havia sido parcialmente ocupada pela Ucrânia, acrescentou a KCNA.

Em meados de julho, Kim Jong Un garantiu a Moscou o apoio "incondicional" de Pyongyang contra a Ucrânia, durante uma visita ao país do chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov.

Além disso, uma linha aérea entre Moscou e Pyongyang foi reaberta no final de julho, a primeira em décadas. Ela representa mais um avanço na parceria bilateral.

Trump discute conflito na Ucrânia com Zelensky e europeus

Zelensky chegou a Berlim nesta quarta-feira de manhã. Às 15h no horário local ele deve participar da videoconferência com Donald Trump e o vice-presidente americano, J.D. Vance, a convite do chanceler alemão, Friedrich Merz.

Em uma mensagem publicada no Telegram, Zelensky pediu a seus aliados que pressionem Moscou. "Devemos usar a experiência da Ucrânia e de nossos parceiros para impedir qualquer enganação por parte da Rússia", declarou em uma mensagem publicada no Telegram.

Antes da conversa com Trump, o presidente ucraniano falará por telefone, às 14h, com os líderes europeus. Além de Merz, participarão da discussão o presidente francês, Emmanuel Macron, o premiê britânico, Keir Starmer, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e representantes da Itália, Polônia e Finlândia.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, também participará das reuniões organizadas pelo chanceler alemão Friedrich Merz, segundo um porta-voz do governo alemão.

Trump se comprometeu a dialogar novamente com os líderes europeus após a reunião com o presidente russo em Anchorage, no Alasca. Há, desta forma, um esforço conjunto para influenciar o presidente americano até sexta-feira. Zelensky e os representantes europeus temem que a cúpula resulte em um desfecho desfavorável para a Ucrânia após três anos e meio de conflito.

As discussões abordarão formas de "exercer pressão sobre a Rússia", "preparar possíveis negociações de paz" e questões "relativas às reivindicações territoriais e garantias de segurança", segundo Berlim.

Na terça-feira, os líderes dos países da União Europeia, com exceção da Hungria, insistiram na necessidade de que os ucranianos possam "decidir seu próprio futuro", e que negociações legítimas só podem ocorrer "no contexto de um cessar-fogo ou redução das hostilidades".

Já Vladimir Putin conversou com diversos chefes de Estado e de governo nos últimos dias, incluindo seus parceiros mais próximos: o chinês Xi Jinping, o indiano Narendra Modi, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o norte-coreano Kim Jong Un.

Zelensky não foi convidado para a cúpula no Alasca, onde Kiev e os europeus temem que Trump e Putin cheguem a um acordo para forçar a Ucrânia a ceder partes de seu território.

Concessão de territórios

Donald Trump não deixa claro quais são suas expectativas em relação a Vladimir Putin. Ele disse que espera "testar o terreno" e considerou como um sinal de respeito que o presidente russo viaje ao território americano para participar da reunião.

Trump também disse que está "um pouco contrariado com a oposição de Zelensky à concessão de territórios", alegando a necessidade de uma autorização constitucional. "Haverá trocas de territórios", avisou Trump. Atualmente, o Exército russo ocupa cerca de 20% da Ucrânia.

Antes de voltar à presidência americana, em janeiro deste ano, o líder republicano afirmou que poderia colocar um fim a três anos de invasão russa em "24 horas". Mas suas ambições foram frustradas pelo fracasso de três rodadas de negociações entre Kiev e Moscou, organizadas na Turquia. No campo de batalha, as tropas russas vêm avançando há meses.

O Exército ucraniano reconheceu que, nos últimos dias, os russos realizaram uma ofensiva de vários quilômetros em uma área estratégica da região de Donetsk, ao nordeste de Pokrovsk.

Na terça-feira, em Kiev, Zelensky afirmou que a Rússia não está se preparando "para encerrar a guerra", mas sim para "novas ofensivas" na Ucrânia. Ele classificou o encontro entre Trump e Putin como uma "vitória pessoal" para o líder russo e descartou qualquer retirada no leste da Ucrânia como parte de um acordo de paz.

Moscou exige que Kiev ceda quatro regiões parcialmente ocupadas (Donetsk, Lugansk, Zaporíjia e Kherson), além da Crimeia, anexada em 2014, e que renuncie ao recebimento de armas ocidentais e à adesão à Otan.

Essas exigências são consideradas inaceitáveis para a Ucrânia, que quer a retirada das tropas russas de seu território e garantias de segurança ocidentais, incluindo a continuidade das entregas de armas e o envio de um contingente europeu.

(Com agências)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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