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Irã promete atacar qualquer navio que tente passar pelo Estreito de Ormuz

2 mar 2026 - 21h21
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Uma autoridade de alto escalão da ‌Guarda Revolucionária Iraniana disse nesta segunda-feira que o Estreito de Ormuz está fechado e que o Irã vai disparar contra qualquer navio que tentar passar, informou a mídia iraniana.

Esta é a advertência mais explícita do Irã desde que informou aos navios que ⁠fecharia a rota de exportação no sábado, medida que ameaça sufocar ‌um quinto do fluxo global de petróleo e elevar drasticamente os preços do petróleo bruto.

"O estreito (de Ormuz) está fechado. Se ‌alguém tentar passar, os heróis da ‌Guarda Revolucionária e da marinha regular vão incendiar esses ⁠navios", disse Ebrahim Jabari, assessor sênior do comandante-chefe da Guarda, em declarações divulgadas pela mídia estatal.

O estreito é a rota de exportação de petróleo mais importante do mundo, conectando os maiores produtores de petróleo do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e ‌Emirados Árabes Unidos, com o Golfo de Omã e o Mar ‌Arábico.

O fechamento foi desencadeado ⁠pelos ataques ⁠dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no sábado, com o objetivo ⁠de derrubar seus líderes, ‌e o presidente dos EUA, ‌Donald Trump, oferecendo ajuda aos iranianos para destituir os clérigos no poder.

Em resposta, o Irã disparou diversas salvas de mísseis contra seus vizinhos do Golfo que abrigam bases militares ⁠norte-americanas, caso do Catar, do Kuweit e de Barein. Teerã também disparou mísseis contra os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã.

Com o fechamento, Teerã cumpriu anos de ameaças de bloquear a estreita via navegável ‌em retaliação a qualquer ataque à República Islâmica.

Cerca de 20% do consumo diário mundial de petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, ⁠que tem cerca de 33km de largura em seu ponto mais estreito.

Os mercados petrolíferos têm se concentrado nas tensões entre Teerã e seus antigos inimigos, os EUA e Israel, temendo que um conflito total interrompa o abastecimento e desestabilize a região.

A medida também ocorre depois de o transporte marítimo global já ter sofrido interrupções relacionadas a ataques com drones e mísseis realizados por militantes houthis do Iêmen, aliados do Irã. O grupo tem atacado navios no Mar Vermelho e no Golfo de Aden desde o início da guerra de Gaza em 2023.

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