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Rússia diz que ataque de Israel ao Irã não foi provocado e é ilegal

13 jun 2025 - 08h16
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A Rússia disse nesta sexta-feira que os ataques israelenses contra o Irã não foram provocados e violaram a Carta das Nações Unidas, acusando Israel de destruir os esforços diplomáticos para chegar a um acordo para acalmar as preocupações ocidentais sobre o programa nuclear de Teerã.

Israel lançou ataques contra o Irã na sexta-feira, dizendo que tinha como alvo instalações nucleares, fábricas de mísseis balísticos e comandantes militares durante o início de uma operação para impedir que Teerã construa uma arma nuclear.

Relatos iniciais sugeriram que a usina nuclear de Bushehr, construída pela Rússia, não havia sido atingida.

"A Rússia está preocupada e condena a forte escalada das tensões entre Israel e o Irã", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, à mídia estatal.

O presidente Vladimir Putin estava recebendo relatos em tempo real sobre a situação do Serviço de Inteligência Estrangeira SVR da Rússia e dos Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa, segundo Peskov.

Em uma declaração detalhada elaborada a pedido de Putin, o Ministério das Relações Exteriores condenou ferozmente Israel e culpou o Ocidente por estimular o que chamou de "histeria" anti-iraniana.

"Condenamos veementemente o uso da força pelo Estado de Israel em violação à Carta das Nações Unidas e ao direito internacional", disse o ministério.

"Ataques militares não provocados contra um Estado-membro soberano da ONU, seus cidadãos, cidades pacíficas e infraestrutura de energia nuclear são categoricamente inaceitáveis."

"A comunidade internacional não pode se dar ao luxo de ficar indiferente a tais atrocidades, que destroem a paz e prejudicam a segurança regional e internacional", completou.

A nota diz que Moscou acredita que não há solução militar quando se trata de dissipar as dúvidas e os temores ocidentais em relação ao programa nuclear do Irã e que a diplomacia é a única resposta.

"Apelamos às partes para que usem moderação a fim de evitar uma nova escalada de tensões", disse o ministério.

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