Rússia diz que 18 pessoas morreram em ataque a dormitório estudantil pelo qual culpou a Ucrânia
O número de mortos em um ataque de drones a um dormitório estudantil na região de Luhansk, no leste da Ucrânia e controlada pela Rússia, subiu para 18, com a maioria das vítimas sendo mulheres jovens, disseram autoridades russas neste sábado, após um debate acalorado na ONU sobre o incidente.
O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou que seus militares preparassem opções de retaliação contra a Ucrânia na sexta-feira, depois que Moscou acusou Kiev do que descreveu como um ataque deliberado de drones a uma faculdade na cidade de Starobilsk.
Os militares ucranianos negaram a responsabilidade pelo ataque, dizendo que havia atingido uma unidade de comando de drones de elite na área e que suas forças estavam em conformidade com o direito humanitário internacional. Putin disse que não há instalações militares na área.
A Reuters não conseguiu verificar de forma independente o que aconteceu.
No local, neste sábado, um guindaste estava trabalhando para remover os escombros de um grande buraco no prédio. Dentro de uma sala de aula destruída, tijolos e poeira cobriam fileiras de carteiras de alunos com "I love English" escrito na parede. Em outro lugar, uma escada estava bloqueada por escombros.
A agência de notícias estatal russa RIA informou que o número de mortos aumentou para 18, citando o Ministério de Emergências. Três pessoas permanecem presas sob os escombros.
Leonid Pasechnik, chefe da administração instalada pela Rússia na região, publicou uma lista preliminar contendo detalhes das 21 vítimas.
Um morador local disse que os disparos tinham como alvo uma antiga base e drones atingiram o dormitório estudantil, causando incêndios.
Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, convocada pela Rússia na sexta-feira, a Rússia acusou a Ucrânia de crimes de guerra por causa do incidente, enquanto a Ucrânia disse que se tratava de uma alegação sem fundamento que não foi verificada de forma independente.
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