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Risco de UTI é quase 40x maior para não vacinados na Itália

Menos de 1 pessoa vacinada a cada 100 mil é internada

22 jan 2022 09h29
| atualizado às 09h50
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Um novo relatório publicado pelo Instituto Superior de Saúde (ISS), órgão ligado ao governo italiano, neste sábado (22) mostrou que o risco de uma pessoa não vacinada contra a Covid-19 ser internada em uma unidade de terapia intensiva (UTI) é 39,1 vezes maior do que quem tomou as três doses.

Vacinação consegue evitar casos graves mesmo 120 dias após completar ciclo
Vacinação consegue evitar casos graves mesmo 120 dias após completar ciclo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A taxa de internação entre os não vacinados é de 31,3 pessoas a cada 100 mil; entre os que têm o ciclo vacinal completo com a dose de reforço é de apenas 0,8 a cada 100 mil.

O documento ainda focou no índice de mortes entre os não vacinados e os totalmente imunizados: entre os primeiros, a taxa fica em 52,9 pessoas a cada 100 mil habitantes; no segundo, despenca para 1,6 a cada 100 mil.

O ISS ainda confirmou a tendência vista no último relatório, de que a eficácia em evitar o contágio cai após 90 dias. Diminui para 53,2% entre 90 e 120 dias da segunda dose e para 34,7% após 120 dias. Quem toma a terceira aplicação, tem uma queda no mesmo período, mas um pouco menos acentuada, de 66,7% após os 90 dias e de 66,1% após 120.

No entanto, as vacinas cumprem com sua função de evitar casos graves. A eficácia nesse entre os vacinados além de 90 dias é de 94,9%; entre 91 e 120 dias é de 93,1%; e além de 120 dias é de 88,6%. Ou seja, a pessoa vacinada pode ter um risco maior de se contagiar, mas muito menor de desenvolver a Covid-19 com gravidade.

Segundo a última atualização do Ministério da Saúde, feita na madrugada deste sábado, a Itália tem 90,22% de sua população com mais de 12 anos com ao menos uma dose e 87,08% com as duas.

Outros 74,6% já tomaram a aplicação de reforço.

Já entre as crianças de 5 a 11 anos, que começaram a ser vacinadas em 16 de dezembro do ano passado, 26,9% já iniciaram o ciclo vacinal e 6,83% tomaram as duas doses. .
   

Ansa - Brasil   
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