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Restauração de afresco gera polêmica na Itália por semelhança com Meloni

Reitor de basílica reconheceu que feições de querubim lembram a premiê

31 jan 2026 - 15h44
(atualizado às 16h48)
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A restauração de um afresco em uma igreja de Roma virou motivo de controvérsia na Itália devido à suposta semelhança de um anjo presente na obra de arte com a premiê Giorgia Meloni.

A pintura fica na Basílica de San Lorenzo in Lucina, a 400 metros da sede do governo, e retrata uma figura alada segurando um pergaminho com o mapa da Itália, ao lado de um busto do último rei do país, Umberto II, que reinou por apenas 35 dias, até ser deposto em 13 de junho de 1946.

O afresco foi feito originalmente em 2000, por Bruno Valentinetti, também responsável pela restauração. Para políticos de oposição, o anjo ficou com as feições parecidas com as de Meloni, semelhança reconhecida pelo próprio reitor da basílica, Daniele Micheletti.

"De fato, há uma certa semelhança, mas é preciso perguntar ao restaurador por que ele fez assim. Eu tinha pedido que a capela fosse restaurada exatamente como era", explicou o religioso.

Questionada pela ANSA, a Diocese de Roma disse que está "tentando apurar o que aconteceu" e que o próprio Valentinetti quis fazer a restauração. "É evidente que houve intervenção do artista, mas desconhecíamos completamente esse problema e as intenções do autor e não fomos informados a respeito", acrescentou.

Comparação entre o rosto de Meloni e afresco de querubim

O cardeal vigário do papa Leão XIV na Diocese de Roma, Baldo Reina, também se pronunciou e prometeu investigar o fato. "Reitera-se com firmeza que as imagens de arte sacra e da tradição cristã não podem ser alvos de usos impróprios ou instrumentalizações", salientou.

Enquanto isso, partidos de oposição cobraram esclarecimentos do Ministério da Cultura da Itália, que prometeu fazer uma inspeção no local para averiguar o caso. "A hipótese de que uma restauração em um bem tombado possa ter produzido uma imagem que remete a um rosto contemporâneo representa uma potencial grave violação do Código dos Bens Culturais, que veta alterações arbitrárias", afirmou a líder do Partido Democrático (PD) na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, Irene Manzi.

"Não podemos permitir que a arte e a cultura corram o risco de se tornar ferramentas de propaganda ou qualquer outra coisa, independentemente de o rosto retratado ser o da primeira-ministra", diz um comunicado de parlamentares do Movimento 5 Estrelas (M5S).

Já o restaurador Valentinetti, que é autodidata, negou qualquer semelhança com Meloni nas feições do querubim e assegurou que a intervenção deixou o afresco como ele era há 25 anos, quando foi desenhado. "Tive de usar os mesmos desenhos e cores de 25 anos atrás", declarou ele, definindo as polêmicas como "invenções".

Restaurador Bruno Valentinetti disse que manteve desenho original da obra

Meloni, por sua vez, fez piada com o caso no Instagram. "Não, definitivamente eu não pareço com um anjo", escreveu a premiê ao publicar uma imagem da obra de arte, que foi visitada por dezenas de curiosos neste sábado (31).

Ansa - Brasil
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