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Região separatista da Moldávia pede ajuda à Rússia; governo de Chisinau descarta

28 fev 2024 - 17h16
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A região separatista da Moldávia Transnístria pediu uma ajuda à Rússia nesta quarta-feira para que sua economia resista à "pressão" moldava, em uma reunião de centenas de autoridades que o governo pró-europeu de Chisinau disse ser um evento de propaganda para atrair as manchetes.

A região, há tempos vista como um potencial ponto de conflito com a Rússia na Europa, realizou um "congresso de deputados de todos os níveis" após a Moldávia exigir que empresas da Transnístria pagassem taxas de importação ao orçamento central a partir de janeiro.

O congresso aprovou uma resolução dizendo que recorreria às duas Casas do Parlamento russo "com uma solicitação para implementar medidas para proteger a Transnístria em face da crescente pressão da Moldávia".

O Estado não reconhecido, que faz fronteira com a Ucrânia em guerra ao leste, tem mantido sua autonomia de Chisinau por três décadas com o apoio de Moscou, que tem mais de mil soldados no local desde uma breve guerra em 1992.

Após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em 2022, as tensões aumentaram em torno da região separatista, que diz ter 220.000 cidadãos russos. As relações entre a Moldávia e a Rússia também se desgastaram, uma vez que o governo da Moldávia tem adotado um rumo pró-europeu e acusado Moscou de tentar desestabilizá-lo.

A presidente Maia Sandu, que encontra-se em Tirana para uma cúpula de países do sudeste europeu, disse que a Moldávia continua comprometida com uma solução pacífica para o conflito na Transnístria.

"O que o governo está fazendo hoje é dar pequenos passos para a reintegração econômica do país", disse ela.

Oleg Serebrian, vice-primeiro-ministro da Moldávia, disse que o congresso foi um evento de propaganda e que a região separatista e todos os cidadãos do país estavam se beneficiando do esforço da Moldávia para ingressar na União Europeia.

Ao comentar o congresso, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a defesa dos interesses dos cidadãos da Transnístria era uma prioridade e que a solicitação seria analisada cuidadosamente, informou a agência de notícias RIA.

O ministro da Economia da região disse ao congresso, realizado na capital regional Tiraspol, que as receitas alfandegárias pagas ao orçamento da Transnístria haviam caído 18% com a nova regulamentação.

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