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Rebeldes ligados ao Estado Islâmico matam 19 pessoas no leste do Congo, dizem autoridades

13 out 2025 - 15h00
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Rebeldes supostamente apoiados pelo Estado Islâmico mataram 19 civis em um ataque noturno no leste do Congo, disseram duas autoridades locais nesta segunda-feira, aumentando a insegurança na região rica em minerais.

O ataque, que teria sido realizado pelo grupo Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla em inglês), ocorreu na vila de Mukondo, na província de Kivu do Norte, disse à Reuters Alain Kiwewa, administrador militar do território de Lubero, onde Mukondo está localizada. Ele acrescentou que o número de mortos pode aumentar.

Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pela ADF, que também é conhecida como Província do Estado Islâmico na África Central (Iscap, na sigla em inglês). A organização assumiu a responsabilidade por uma série de ataques nos últimos meses -- incluindo um que matou mais de 60 civis durante um funeral, em setembro. A Reuters não conseguiu entrar em contato imediatamente com a ADF para obter comentários.

Os agressores em Mukondo usavam uniformes semelhantes aos do exército congolês, o que lhes permitiu entrar na aldeia sem levantar suspeitas. Em seguida, eles atacaram as pessoas com armas de fogo, facas e cassetetes, disse um pastor local que não quis se identificar por motivos de segurança.

Um líder da sociedade civil da área, Espoir Kambale, também estimou o número de mortos em 19 e disse que outras oito pessoas ficaram feridas. Vinte e seis casas foram queimadas.

"Estamos nos perguntando como os rebeldes puderam vir e nos atacar quando acreditávamos que a aldeia estava bem protegida", disse Kambale. "A população está em pânico. Alguns moradores fugiram para o mato e não retornaram."

A ADF começou como uma força rebelde em Uganda, mas está sediada nas florestas do vizinho Congo desde o final da década de 1990. A organização é reconhecida pelo Estado Islâmico como uma afiliada.

Seus ataques recentes elevaram os temores em relação à segurança no leste do Congo, onde os rebeldes do M23, apoiados por Ruanda, realizaram um grande avanço neste ano, levando o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, a tentar negociar a paz.

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