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Putin e Xi reforçam parceria energética em meio à guerra no Irã

Relações entre Moscou e Pequim atingiram nível sem precedentes, disse russo

20 mai 2026 - 09h55
(atualizado às 10h01)
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A Rússia e a China ampliaram seus laços energéticos durante o segundo dia da visita de Vladimir Putin a Xi Jinping, nesta quarta-feira (20).

Putin e Xi ampliaram parceria em diversas frentes
Putin e Xi ampliaram parceria em diversas frentes
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Citado pela Tass, o presidente russo mencionou a guerra em curso no Oriente Médio para justificar um maior fornecimento de petróleo a Pequim, atualmente uma das maiores compradoras da matéria-prima vinda de Moscou.

"Tendo como pano de fundo a crise no Oriente Médio, a Rússia continua a desempenhar seu papel como fornecedora confiável de recursos, enquanto a China permanece uma consumidora responsável desses recursos", afirmou Putin, que assinou diversos acordos de cooperação com seu homólogo, incluindo o setor comercial.

Ainda na capital chinesa, o líder russo também destacou que as relações entre os países atingiram "um nível sem precedentes", enquanto Xi fez uma aparente crítica aos Estados Unidos poucos dias após ter recebido o presidente americano, Donald Trump, que retornou a Washington com poucos tratados bilaterais assinados.

O anfitrião alertou sobre "contracorrentes unilaterais e hegemônicas desenfreadas no sistema internacional", defendendo, assim, o multilateralismo e a paz global.

"O mundo está longe de ser pacífico, com o unilateralismo e a hegemonia representando graves ameaças, aproximando perigosamente a ordem internacional de um retorno às lutas pelo poder e à dominação ao estilo da 'lei da selva'", disse Xi, segundo o South China Morning Post, acrescentando que, devido a tal cenário, "China e Rússia devem fortalecer sua cooperação internacional".

O comentário de Xi chega em meio às ameaças do gigante asiático a Taiwan, uma ilha com governo próprio, mas que Pequim considera como sendo uma "província rebelde", querendo anexá-la.

Sobre o tema, o Kremlin reforçou em comunicado que Taipei "é parte inalienável da China", ao mesmo tempo em que Moscou estende a guerra contra a Ucrânia há mais de quatro anos.

Em mais um gesto de amizade entre as nações, Putin convidou Xi para visitar a Rússia no ano que vem. 

Ansa - Brasil
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