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Petroleiros saem do Estreito de Ormuz com 6 milhões de barris de petróleo

20 mai 2026 - 09h10
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Três superpetroleiros estavam ‌cruzando o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira transportando petróleo com destino aos mercados asiáticos, depois de esperarem no Golfo Pérsico por mais de dois meses com 6 milhões de barris de petróleo bruto do Oriente Médio a bordo, enquanto outro estava entrando, mostraram dados de navegação da LSEG e da Kpler.

Os navios estão entre um grupo ⁠de superpetroleiros que saíram do Golfo este mês por uma rota de trânsito que ‌o Irã ordenou que os navios usassem.

A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, reduziu drasticamente o transporte marítimo pelo ‌Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de ‌um quinto da oferta mundial de petróleo e energia.

O navio de bandeira ⁠sul-coreana Very Large Crude Carrier (VLCC) Universal Winner, que transporta 2 milhões de barris de petróleo do Kuweit, carregado em 4 de março, estava saindo do estreito após a partida de dois navios-tanque chineses nesta quarta-feira, segundo os dados. Os dados da Kpler mostraram que o navio-tanque está indo para Ulsan, onde está localizada a maior refinaria ‌do país, a SK Energy, para descarregar sua carga em 9 de junho.

A SK Energy ‌não quis comentar. Um ⁠porta-voz da HMM, proprietária ⁠e administradora do VLCC, não pôde ser contatado imediatamente para comentar o assunto.

RISCOS

Antes do início da ⁠guerra, o tráfego marítimo pelo estreito era ‌de 125 a 140 passagens ‌diárias, em média, e 20.000 navegadores permanecem presos no Golfo a bordo de centenas de navios.

Nos últimos dias, o tráfego marítimo tem sido, em média, de 10 navios que entram e saem do estreito, incluindo navios de carga e ⁠outros, sendo que os navios-tanque de petróleo ainda representam uma pequena proporção do volume total, de acordo com análise da Reuters baseada em dados de rastreamento de navios.

Cerca de 10 navios cruzaram o estreito nas últimas 24 horas, incluindo pequenos navios de carga e um navio-tanque de produtos químicos ‌que cruzou o Golfo, de acordo com dados da Kpler e análise de satélite dos especialistas em análise de dados SynMax.

"O ambiente operacional permanece de alto risco com ⁠base nos recentes ataques a navios na área", disse o Centro Conjunto de Informações Marítimas liderado pela Marinha dos EUA em uma nota na terça-feira.

Nesta quarta-feira, associações do setor de transporte marítimo emitiram novas orientações para os navios que pretendem navegar pelo estreito, apontando para vários riscos, incluindo o de serem atacados, a ameaça de drones e minas, mas também o congestionamento imprevisível do tráfego e a "supervisão militar reduzida".

"Centenas de embarcações continuam impossibilitadas de transitar pelo Estreito de Ormuz e, no caso de um retorno às condições mais normais de navegação, o movimento de todas essas embarcações dentro do Estreito poderia representar um risco considerável à navegação", disseram as associações na orientação.

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