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Ministro israelense zomba de ativistas de flotilha detidos de joelhos; Itália condena

Governo Meloni convocou embaixador de Israel em Roma para prestar esclarecimentos

20 mai 2026 - 09h45
(atualizado às 09h59)
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O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, visitou nesta quarta-feira (20) o porto de Ashdod, onde ativistas de uma flotilha interceptada pela Marinha israelense estão sendo mantidos sob custódia para zombar do grupo.

As imagens foram compartilhadas pelo próprio ministro nas redes sociais, em uma publicação intitulada "É assim que recebemos apoiadores do terrorismo".

No vídeo, Ben-Gvir aparece caminhando entre detidos, enquanto alguns ativistas são vistos algemados, vendados e ajoelhados sob vigilância de agentes de segurança. Em meio à cena, o ministro faz declarações provocativas, dizendo frases como "Bem-vindos a Israel, nós somos os donos da casa" e "O povo de Israel está vivo".

Segundo relatos do jornal Haaretz, os ativistas foram levados ao porto de Ashdod após a interceptação da flotilha e estariam sendo mantidos em um armazém, onde teriam sido obrigados a permanecer ajoelhados, com as mãos presas por abraçadeiras plásticas, enquanto agentes mascarados os organizavam em filas.

Em alguns momentos, alto-falantes teriam reproduzido o hino nacional israelense durante o procedimento.

Em outro vídeo que circula nas redes sociais, um ativista grita "Palestina Livre" antes de ser empurrado ao chão por um agente de segurança.

A divulgação das imagens gerou revolta na Itália. A primeira-ministra Giorgia Meloni e vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, afirmaram em comunicado conjunto que o conteúdo exibido nos vídeos é "inaceitável" e que fere "princípios básicos de dignidade humana".

A nota informou ainda que a Farnesina convocará imediatamente o embaixador de Israel em Roma para esclarecimento formal sobre o ocorrido.

"O governo italiano está tomando imediatamente todas as medidas necessárias nos mais altos níveis institucionais para garantir a libertação imediata dos cidadãos italianos envolvidos. A Itália também exige um pedido de desculpas pelo tratamento dado a esses manifestantes e pelo total desrespeito demonstrado aos pedidos explícitos do governo italiano", enfatizaram Meloni e Tajani.

Já o deputado Arturo Scotto, do Partido Democrático (PD), criticou o episódio durante sessão parlamentar, questionando "os limites" das ações do governo israelense em relação aos detidos.

Ansa - Brasil
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