Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Putin deve intensificar guerra na Ucrânia apesar dos esforços de Trump pela paz, dizem fontes

9 jul 2026 - 10h08
Compartilhar
Exibir comentários

O presidente Vladimir Putin está rejeitando apelos para negociar a paz com Kiev, segundo informaram ‌à Reuters três fontes próximas ao Kremlin, com os recentes ataques com drones da Ucrânia contra refinarias de petróleo e portos russos tendo reforçado sua determinação de continuar lutando por enquanto.

Duas das fontes, que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que Putin provavelmente intensificará o conflito, que já está em seu quinto ano. Uma delas, que se reúne regularmente com o presidente, descreveu uma "alta probabilidade" de escalada nos próximos meses.

Os comentários surgem depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na segunda-feira ⁠que Putin queria que a guerra acabasse e que uma solução estava "mais próxima do que as pessoas imaginam". Trump manteve conversas telefônicas ‌separadas com Putin e com seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, na semana passada. Ele se encontrou com Zelenskiy na cúpula da Otan na quarta-feira, onde o presidente ucraniano disse que discutiram "ideias para aproximar a paz".

A Casa Branca não respondeu a pedidos ‌de comentário.

Uma das pessoas familiarizadas com o pensamento de Putin disse que ele ‌havia "se mantido firme" em alcançar o objetivo principal de capturar o que resta da região de Donbas, no leste ⁠da Ucrânia, onde os avanços russos desaceleraram este ano. A mesma fonte disse que Putin repreendeu recentemente um grupo de assessores que sugeria um acordo baseado em um cessar-fogo ao longo das atuais linhas de frente. A segunda fonte disse que Putin acredita que a Rússia conquistará Donbas em breve.

O presidente russo rejeitou publicamente, em junho, um apelo de Zelenskiy por uma reunião e um cessar-fogo.

"A Rússia está pronta para uma solução pacífica, mas tem capacidade suficiente para agir de forma independente e continuar a ‌operação militar especial", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em resposta a um pedido de comentário sobre esta matéria.

Em resposta a ‌um pedido de comentário ao gabinete de ⁠Zelenskiy, uma alta autoridade ucraniana afirmou ⁠que relatórios de inteligência de Kiev nos últimos meses indicavam que Putin estava se preparando para novas etapas na guerra, e não para ⁠a paz, incluindo novas operações na Ucrânia ou um possível ataque a ‌outro país europeu.

Alguns analistas militares ocidentais acreditam ‌que a Rússia precisaria de um alistamento obrigatório de homens em idade de combate para alcançar o objetivo de tomar o Donbas. O alistamento é uma medida politicamente impopular que Putin tem relutado em adotar desde o início da guerra.

Especialistas militares russos têm discutido cada vez mais a escalada em público, incluindo a possibilidade de atacar alvos europeus, como bases ⁠da Otan nos países bálticos.

Tal medida correria o risco de levar a Rússia a um confronto direto com a aliança liderada pelos EUA, colocando à prova o compromisso da Otan de que um ataque a um país-membro constitui um ataque a todos.

A Rússia poderia tentar semear tensões dentro da Otan com ataques isolados, comparáveis a um recente ataque com drones russos na Romênia, segundo Jack Watling, do Royal United Services Institute (RUSI), um centro de ‌estudos sobre defesa e segurança em Londres.

"Os russos não estariam buscando uma guerra com a Otan. Mas isso poderia ser usado para dividir a Otan quanto à forma de responder", disse Watling. Ele acrescentou que o aumento das tensões com ⁠a Otan poderia ajudar a dar a Putin uma justificativa política dentro da Rússia para o alistamento militar obrigatório.

AUMENTO DOS CUSTOS DA GUERRA

Ataques repetidos a refinarias de petróleo, portos e depósitos na Rússia e na Ucrânia ocupada pela Rússia causaram grave escassez de combustível, fazendo com que milhões de russos sentissem diretamente o impacto da guerra. A popularidade de Putin continua alta, mas recentemente atingiu seu ponto mais baixo desde o início da guerra em 2022, segundo uma pesquisa.

Os aliados da Ucrânia aproveitaram o que chamam de mudança no rumo da guerra. Alguns pedem sanções econômicas adicionais para forçar Putin a encerrar o conflito.

Os recentes sucessos da Ucrânia, no entanto, deixaram Putin mais irritado e mais determinado a dar uma resposta dura, segundo a pessoa que se reúne regularmente com o líder russo.

As forças russas lançaram dois grandes ataques com drones e mísseis contra a Ucrânia na última semana, incluindo a capital, Kiev, matando dezenas de civis. Moscou afirmou que os ataques atingiram alvos militares.

Falando a generais na semana passada em declarações televisionadas, Putin disse que os ataques da Ucrânia à infraestrutura energética significavam que a Rússia buscaria capturar mais território ucraniano ao longo da fronteira, além de Donbas, como uma "zona de segurança".

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra