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Protestos contra a libertação de Asia Bibi deixam 1100 presos

Cristã havia sido condenada acusada de insultar o profeta Maomé

5 nov 2018
16h48
atualizado às 17h48
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A polícia de Punjab, no Paquistão, prendeu cerca de 1100 pessoas suspeitas de atacarem policiais e danificar propriedades públicas e privadas durante os últimos três dias de protestos contra a absolvição da cristã Asia Bibi, que havia sido sentenciada à pena de morte em 2010 por blasfêmia. A informação foi revelada nesta segunda-feira (5) pelo ministério do Interior local nas redes sociais. Desde a última sexta-feira (2), os manifestantes, ligados aos partidos islâmicos mais radicais, bloquearam estradas e incendiaram veículos em todo o país. Os protestos só foram encerrados depois que o governo proibiu Asia de deixar o Paquistão até a Suprema Corte se pronunciar sobre o recurso apresentado pela acusação.
    Asia Bibi foi absolvida no último dia 31 de outubro, após ter sido condenada à morte em 2010, acusada de insultar o profeta Maomé por se declarar cristã e recusar se converter ao Islã.
    Em 2014, ela havia perdido um recurso apresentado à Alta Corte de Lahore, na província de Punjab. No entanto, no ano seguinte, O Supremo suspendeu sua pena de morte para reexaminar o caso.
    A absolvição foi aplaudida em todo o mundo, principalmente por organizações de Direitos Humanos, mas gerou diversos protestos pelo país. Ontem(4), o marido de Asia, Ashiq Masih, chegou a pedir refúgio para sua família nos Estados Unidos, Reino Unido ou Canadá.
    "Peço ao presidente Donald Trump para nos ajudar. Peço também à primeira-ministra britânica [Theresa May] para que faça o possível para nos ajudar", declarou em uma mensagem de vídeo.
    Masih também pediu "ajuda" para o premier canadense, Justin Trudeau.

Protestos contra a libertação de Asia Bibi deixam 1100 presos
Protestos contra a libertação de Asia Bibi deixam 1100 presos
Foto: EPA / Ansa - Brasil
Ansa - Brasil   

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