PUBLICIDADE

Protesto antivacina vira foco de Covid na Itália

Pelo menos 46 casos estão ligados a ato em Trieste

28 out 2021 09h08
| atualizado às 09h29
ver comentários
Publicidade

As autoridades sanitárias da Itália detectaram um novo foco de disseminação da Covid-19 em pessoas que participaram de protestos contra o certificado sanitário imposto pelo governo em todos os locais de trabalho.

Protesto contra certificado sanitário em Trieste, na Itália, em 15 de outubro
Protesto contra certificado sanitário em Trieste, na Itália, em 15 de outubro
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O foco de contágio surgiu em Trieste, cujo porto foi palco, há duas semanas, de uma manifestação de vários dias contra o chamado "passe verde", passaporte sanitário criado pelo governo e distribuído para vacinados, curados ou testados contra a Covid-19.

A apresentação desse certificado é obrigatória em todos os locais de trabalho na Itália desde 15 de outubro, medida que gerou protestos de grupos antivacinas.

De acordo com o epidemiologista Fabio Barbone, chefe da força-tarefa contra a pandemia em Friuli Veneza Giulia, região cuja capital é Trieste, pelo menos 46 pessoas contraíram o novo coronavírus após participação nas manifestações contra o passe verde - nenhuma delas estava vacinada.

"São manifestantes que protestaram sem máscara, passando muito tempo juntos, cotovelo ao lado de cotovelo, em contato com pessoas inclusive de fora, em um período no qual o vírus já estava circulando mais em relação a junho e julho. É a tempestade perfeita", disse Barbone.

Entre as pessoas infectadas, uma está internada, e pelo menos oito casos foram confirmados em trabalhadores portuários. No entanto, de acordo com o epidemiologista, esses dados podem ser "apenas a ponta do iceberg".

Com mais de 82% de seu público-alvo (pessoas a partir de 12 anos) totalmente vacinado, a Itália vive um momento de crescimento nos novos casos de Covid, embora as mortes permaneçam em um patamar estável.

A média móvel de contágios em sete dias acumula 12 altas seguidas e apresenta o maior valor em um mês. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 7,5 milhões de pessoas ainda não tomaram sequer a primeira dose de imunizantes contra o novo coronavírus.

Ansa - Brasil   
Publicidade
Publicidade