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Promotoria russa apresenta processo contra vídeo que parodia Maomé

18 set 2012 - 11h12
(atualizado às 11h26)
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A Promotoria Geral da Rússia apresentou nesta terça-feira um requerimento judicial na qual solicita a proibição do controvertido filme A Inocência dos Muçulmanos que parodia o profeta Maomé, segundo informou um porta-voz do tribunal Tverskoi de Moscou à agência Interfax.

Veja imagens do polêmico filme anti-Islã
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Protestos, dia 6: Líbia prende 50 pessoas por ataques à embaixada
Protestos, dia 7: manifestações chegam à Indonésia

O tribunal decidirá em um prazo de cinco dias se admite o processo contra o filme, que causou uma onda de violentos protestos no mundo árabe. A Promotoria russa advertiu que se a fita for declarada extremista pela Justiça pode exigir responsabilidades aos provedores de internet que divulgarem o conteúdo do polêmico vídeo e ameaçou com um endurecimento da legislação na rede.

A Promotoria anunciou ontem que pedirá aos tribunais a proibição do filme, já que "ofende os sentimentos dos crentes e instiga o ódio étnico". "Até a adoção de uma decisão judicial, a Promotoria ordenou aos serviços federais de controle no âmbito das comunicações que tomem medidas para frear a propagação do conteúdo do filme nos meios de informação", disse Marina Gridneva, porta-voz do órgão.

Gridneva ressaltou que o objetivo do processo é proibir a difusão do filme em todo o território da Rússia, onde vivem cerca de 20 milhões de muçulmanos. Por sua vez, o ministro de Comunicações da Rússia, Nikolai Nikiforov, assegurou nesta terça-feira que o governo poderia bloquear completamente o YouTube no começo de novembro devido à difusão do vídeo.

Em 1º de novembro entrará em vigor a nova lei sobre informação que prevê a elaboração de uma lista negra de páginas da internet, algo visto pela oposição como um pretexto para perseguir os portais opositores.

Filme anti-islamismo desencadeia protestos contra EUA

Na última terça-feira, 11 de setembro, protestos irromperam em frente às embaixadas americanas do Cairo, no Egito, e de Benghazi, na Líbia, motivados por um vídeo que zombava do islamismo e de Maomé, o profeta muçulmano. No primeiro caso, os manifestantes destroçaram a bandeira estadunidense; no segundo, os ataques chegaram ao interior da embaixada, durante os quais morreram, entre outros, o embaixador e representante de Washington, Cristopher Stevens.

Os protestos se disseminaram-se contra embaixadas americanas em diversos países da África e do Oriente Médio. Sexta, 14 de setembro, registrou o ápice da tensão, quando eventos foram registrados em Túnis (Tunísia), Cartum (Sudão), Jerusalém (Israel), Amã (Jordânia)e Sanaa (Iêmen). No Cairo, as manifestações têm sido quase diárias. No dia 17, Afeganistão e Indonésia também tiveram protestos.

O vídeo que desencadeou esta onda de protestos no mesmo dia em que os Estados Unidos relembravam os atentados terroristas de 2001 traz trechos de Innocence of Muslims, filme produzido nos Estados Unidos sob a suposta direção de Nakoula Basseky Nakoula. Ele seria um cristão copta egípcio residente nos Estados Unidos, mas sua verdadeira identidade e localização ainda são investigadas. O filme, de qualidades intelectual e cultural amplamente questionáveis, zomba abertamente do Islã e denigre de a imagem de Maomé, principal nome da tradição muçulmana.

A Casa Branca lamentou o conteúdo do material, afirmou não ter nenhuma relação com suas premissas e ordenou o reforço das embaixadas americanas. No dia 15 de setembro, a Al-Qaeda emitiu um comunicado no qual afirmava que a ação em Benghazi foi uma vingança pela morte do número 2 da rede terrorista no Iêmen em um ataque do Exército.

EFE   
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