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Procuradores de 18 países se reúnem em Lisboa contra o narcotráfico latino-americano

Encontro da UE também visa a combate ao PCC na Europa

28 out 2026 - 09h52
(atualizado às 10h11)
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Resumo
Mais de 130 procuradores de 18 países reúnem-se em Lisboa pelo programa El Paccto 2.0 para combater o avanço do narcotráfico latino-americano na Europa. A cúpula foca no rastreamento de fluxos financeiros, recuperação de ativos e no combate a facções como o PCC e suas ligações com máfias europeias. Com o ingresso de Portugal e República Dominicana na rede antimáfia Plataforma Permanente de Palermo, o encontro já resultou na criação de novas equipes conjuntas de investigação internacional.

Mais de 130 procuradores e especialistas de 18 países da América Latina e Europa, além de Angola, em colaboração com a Agência da União Europeia para a Cooperação Judiciária Penal (Eurojust) e a Procuradoria Europeia (EPPO), se reúnem em Lisboa, Portugal, para rastrear fluxos financeiros e dados para conter o avanço do narcotráfico latino-americano na Europa ? a começar por organizações brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

132 procuradores de 18 países discutem o combate ao narcotráfico latino-americano na UE
132 procuradores de 18 países discutem o combate ao narcotráfico latino-americano na UE
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O encontro, que teve início na terça-feira (27), constitui a terceira reunião de coordenação judicial do "El Paccto 2.0", um programa da União Europeia voltado ao combate ao crime organizado transnacional. A iniciativa é organizada em parceria com a Procuradoria-Geral da República de Portugal e com a Direção Nacional Antimáfia e Antiterrorismo da Itália.

"Para compreender uma organização transnacional, precisamos reconstruir as conexões entre suas atividades, mesmo quando as informações estão fragmentadas entre as autoridades de diferentes países", afirmou o diretor do programa, o espanhol Javier Samper Orgilés, em suas observações iniciais.

A pauta abrange rotas de tráfico de drogas, novos métodos de lavagem de dinheiro e a recuperação de ativos ilícitos.

Duas sessões são dedicadas a grupos criminosos brasileiros em Portugal e suas ligações com máfias europeias.

O trabalho é coordenado pelo vice-diretor do "El Paccto 2.0", Giovanni Tartaglia Polcini, no que tange ao pilar italiano do programa ? o qual é supervisionado pelo Ministério das Relações Exteriores e executado pela Organização Internacional Ítalo-Latino-Americana (IILA).

Portugal e a República Dominicana aderiram à Plataforma Permanente de Palermo, uma rede de Ministérios Públicos criada em homenagem a Giovanni Falcone - juiz italiano vítima de um atentado em 1992 em meio às investigações contra o grupo mafioso Cosa Nostra - e muito defendida pelo Procurador Nacional Antimáfia da Itália, Giovanni Melillo.

Ao menos 40 reuniões bilaterais realizadas paralelamente ao evento já resultaram na criação de novas equipes conjuntas de investigação. 

Ansa - Brasil
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