Prisões violentas do Mississippi violam a Constituição, diz Departamento de Justiça dos EUA
O Mississippi está violando os direitos constitucionais de milhares de pessoas encarceradas em três de suas prisões, onde a violência é generalizada e o uso do confinamento em solitária leva ao suicídio e outros danos, disse o Departamento de Justiça dos Estados Unidos nesta quarta-feira.
A Divisão de Direitos Civis do departamento afirmou que a escassez de funcionários nas maiores prisões do Mississippi criou condições perigosas, apontaram conclusões de uma investigação iniciada em 2020.
"A diferença entre a população encarcerada e a quantidade de agentes de segurança significa que as gangues dominam grande parte da vida na prisão, e contrabando e violência, incluindo violência sexual, proliferam", diz o relatório.
"Agentes penitenciários recorrem a práticas restritivas de alojamento ineficazes e muitas vezes excessivamente severas para controle."
O Departamento Correcional do Mississippi, que cooperou com os investigadores federais e recebeu uma cópia antecipada do relatório, não respondeu às perguntas nesta quarta-feira, nem o gabinete do governador do Mississippi, Tate Reeves.
Cerca de 7.200 pessoas estão presas na Central Mississippi Correctional Facility, na South Mississippi Correctional Institution e na Wilkinson County Correctional Facility, as três prisões avaliadas no relatório de quarta-feira.
Na Central, foram relatadas pelo menos 325 agressões ou brigas entre detentos de setembro de 2020 a junho de 2022, e dezenas de pessoas das três prisões foram levadas a hospitais externos com ferimentos graves nesse período, segundo o relatório.