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Primárias na Argentina impõem derrota a Fernández

Oposição prevaleceu na maior parte do país, incluindo B. Aires

13 set 2021 13h59
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A oposição saiu vencedora das primárias para as eleições legislativas de novembro na Argentina, mandando um sinal de alerta para o governo do presidente Alberto Fernández.

Alberto Fernández vota em primárias em Buenos Aires
Alberto Fernández vota em primárias em Buenos Aires
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A votação ocorreu no último domingo (12) e foi organizada para escolher os candidatos das diferentes alianças políticas para o pleito de 14 de novembro, quando serão renovados quase metade da Câmara dos Deputados (127 de 257 assentos) e um terço do Senado (24 de 72).

Com quase 100% dos votos apurados, a coalizão governista Frente de Todos tem 31,80% da preferência em nível nacional, enquanto a aliança oposicionista Juntos pela Mudança chega a 41,50%.

A oposição venceu inclusive na província de Buenos Aires, tradicional feudo da centro-esquerda, com placar de 37,99% contra 33,64% da situação (com 97% das urnas apuradas). Já a cidade de Buenos Aires confirmou a ascensão da coligação Liberdade Avança, do economista de extrema direita Javier Milei, que obteve mais de 13% dos votos.

Criticado pela resposta da Argentina à pandemia de Covid-19 e pela crise econômica, Fernández reconheceu a derrota. "Nada é mais importante que escutar o povo. Hoje ele nos expressou que cometemos erros, e vamos atender a essa demanda. Vamos trabalhar com o compromisso e a força de sempre para satisfazer as necessidades que não satisfizemos", escreveu o presidente no Twitter.

A oposição prevaleceu inclusive na província meridional de Santa Cruz, berço do kirchnerismo. Das 23 províncias da Argentina mais a cidade autônoma de Buenos Aires, 15 tiveram vitória da aliança Juntos pela Mudança; sete, da coligação Frente de Todos; e duas, de forças políticas locais.

Fernández governa a Argentina desde dezembro de 2019 e tem ainda pela frente mais de dois anos de mandato, porém arrisca perder governabilidade se a oposição vencer as eleições legislativas de 14 de novembro.

A Argentina acumula mais de 112 mil mortes na pandemia, apesar de ter enfrentado uma das quarentenas mais longas do mundo, e sofre com uma inflação de mais de 50% no último período de 12 meses. Além disso, a pobreza atinge 42% da população.

"Nesta noite ouvimos um 'basta' estrondoso nas urnas contra o atropelo e o abuso", disse a ex-governadora de Buenos Aires María Eugenia Vidal, da aliança Juntos pela Mudança.

Ansa - Brasil   
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