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Político italiano que matou imigrante é preso em local secreto

Massimo Adriatici foi colocado em regime domiciliar após crime

24 jul 2021 12h46
| atualizado às 15h10
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O político de extrema direita Massimo Adriatici, que assassinou um imigrante a tiros na cidade de Voghera, no norte da Itália, foi colocado em prisão domiciliar em um local secreto.

Político italiano matou imigrante durante briga
Político italiano matou imigrante durante briga
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A transferência do membro do partido ultranacionalista Liga acontece após o juiz de investigações preliminares (Gip) de Pavia validar a detenção de Adriatici. A medida foi tomada depois que uma foto da casa do italiano foi divulgada nas redes sociais.

Para os advogados de defesa, a publicação causa riscos para a segurança do político, que é acusado de excesso culposo [quando não há intenção de cometer o crime] de legítima defesa por matar o marroquino Youns El Boussetaoui, de 39 anos.

Uma testemunha, cujo depoimento foi ouvido pelos advogados do imigrante, promotores e carabineiros na quarta-feira passada, afirmou ter visto Adriatici mirar e atirar contra o marroquino. Porém, segundo apuração, ele não havia relatado essa circunstância aos investigadores anteriormente.

No despacho oficial visto pela ANSA, o juiz do processo escreve sobre o "perigo do suspeito" entendido como uma aptidão para "desencadear reações de grandes dimensões no caso de se encontrar em situação crítica".

Além disso, é destacado "que o próprio Adriatici declarou que havia retirado a arma do bolso em um momento em que ainda estava lúcido e ciente de suas ações".

Adriatici baleou El Boussetaoui durante uma briga na noite da última terça (20). Um vídeo mostra que a confusão ocorreu em frente a um bar de Voghera. A vítima, atingida por um tiro no peito à queima-roupa, chegou a ser levada a um hospital, mas não resistiu e faleceu pouco depois. As circunstâncias exatas do crime, no entanto, ainda estão sendo investigadas.

O político se afastou do cargo de secretário de Segurança e diz ter disparado "acidentalmente" após ter sido empurrado no chão pelo marroquino, que tinha antecedentes penais por ameaça, desobediência, evasão, tráfico e por dirigir embriagado e sem documentos.

Ansa - Brasil   
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