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Mosca viciada em orgasmo pode ajudar dependentes químicos

Pesquisadores israelenses estudam o vício dos insetos no prazer esperam usar sua descoberta contra o vício humano

9 mai 2018
11h56
atualizado às 18h49
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Moscas-da-fruta masculinas gostam mais de orgasmos do que de álcool --e pesquisadores israelenses que estudaram o vício dos insetos no prazer esperam usar sua descoberta para controlar a dependência química de humanos.

 As moscas que tiveram orgasmos evitaram o álcool, ao contrário de um grupo de controle que não foi estimulado, preferindo se reunir no "bairro da luz vermelha" porque "é gostoso" ali, explicou Shir Zer Krispil, que conduziu o estudo.
As moscas que tiveram orgasmos evitaram o álcool, ao contrário de um grupo de controle que não foi estimulado, preferindo se reunir no "bairro da luz vermelha" porque "é gostoso" ali, explicou Shir Zer Krispil, que conduziu o estudo.
Foto: Thinkstock

Cientistas da Universidade Bar-Ilan, localizada perto de Tel Aviv, expuseram as moscas a uma luz vermelha que ativa a proteína corazonina (CRZ) no abdômen, que por sua vez desencadeia a ejaculação.

Galit Shohat-Ophir, que liderou a equipe, disse que depois eles analisaram como ejaculações repetidas afetaram o desejo das moscas por outros prazeres, como líquidos com álcool.

 As moscas que tiveram orgasmos evitaram o álcool, ao contrário de um grupo de controle que não foi estimulado, preferindo se reunir no "bairro da luz vermelha" porque "é gostoso" ali, explicou Shir Zer Krispil, que conduziu o estudo.

Os cientistas, cuja pesquisa foi publicada no periódico científico Current Biology, deduziram que a dependência química em humanos pode ser moderada por outras recompensas --não necessariamente de natureza sexual-- que estão disponíveis naturalmente, como interações sociais ou esportes.

"Nas experiências nas quais existe um nível alto de recompensa com recompensas naturais, o álcool como recompensa de um vício não tem valor", disse Shohat-Ophir.

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