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Pesquisa revela que políticos enfrentam aumento mundial de violência e abusos

11 fev 2026 - 20h58
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Políticos em todo ‌o mundo estão enfrentando um aumento da violência, ameaças e assédio, segundo uma pesquisa publicada nesta quarta-feira pela global União Interparlamentar (IPU, na sigla em inglês), alertando que a tendência, alimentada pelas novas tecnologias, pode ter grandes repercussões para ⁠a democracia.

Primeiro-ministro eslovaco, Fico, marca aniversário da tentativa de assassinato que sofreu, em Handlova, na Eslováquia
15 de maio de 2025
REUTERS/Radovan Stoklasa
Primeiro-ministro eslovaco, Fico, marca aniversário da tentativa de assassinato que sofreu, em Handlova, na Eslováquia 15 de maio de 2025 REUTERS/Radovan Stoklasa
Foto: Reuters

A pesquisa da IPU, realizada principalmente em 2025, ‌foi baseada em perguntas enviadas a parlamentares em mais de 80 países, com questionários detalhados para 519 autoridades ‌eleitas em cinco países — Argentina, Benin, ‌Itália, Malásia e Holanda — para fornecer um panorama ⁠global representativo.

A IPU, que agrupa 183 Parlamentos nacionais, disse que 71% de todos os entrevistados relataram ter sofrido violência do público, particularmente online. As mulheres foram alvos mais frequentes -- de forma desproporcional quando se tratava de formas sexualizadas de ‌abuso.

"Parlamentares em todo o mundo estão enfrentando um aumento ‌na intimidação", disse o ⁠secretário-geral da ⁠IPU, Martin Chungong, em uma coletiva de imprensa na sede da Organização ⁠das Nações Unidas em ‌Nova York. "Se o ‌fenômeno... for deixado sem controle, isso terá grandes repercussões para a democracia em todo o mundo."

Chungong, um camaronês, disse que a situação nos Estados Unidos era "muito grave" ⁠e destacou os ataques contra o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, contra o marido da ex-presidente da Câmara dos Deputados dos EUA Nancy Pelosi e contra a congressista Ilhan Omar.

Os Estados Unidos ‌também testemunharam tentativas de assassinato contra o atual presidente Donald Trump, incluindo um tiro que atingiu sua orelha durante ⁠sua campanha para reeleição em 2024.

Chungong disse que muitos parlamentares relataram estar mais cuidadosos com o que dizem ou escrevem diante dos abusos online, devido a preocupações com sua segurança pessoal.

Os abusos afetaram a disposição de alguns em se envolver publicamente. "Com o tempo, a intimidação corre o risco de restringir a representação", disse Chungong.

Ele disse que os ataques a políticos estavam sendo alimentados por novas tecnologias, incluindo inteligência artificial, e que grande parte dos abusos e incitações online era feita anonimamente e poderia envolver atores estatais.

((Tradução Redação São Paulo)) REUTERS AC

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