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Partido Democrático e 5-Estrelas avançam em conversas sobre novo governo da Itália

23 ago 2019
15h57
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O primeiro dia de conversas entre o anti-establishment Movimento 5-Estrelas e o Partido Democrático (PD) de centro-esquerda para formar um novo governo na Itália terminou nesta sexta-feira com os dois lados anunciando progresso e o 5-Estrelas mantendo sua posição.

Líder do Movimento 5-Estrelas, Luigi Di Maio, após reunião com o presidente da Itália, Sergio Mattarella
22/08/2019 REUTERS/Remo Casilli
Líder do Movimento 5-Estrelas, Luigi Di Maio, após reunião com o presidente da Itália, Sergio Mattarella 22/08/2019 REUTERS/Remo Casilli
Foto: Reuters

O opositor PD disse aceitar, com condições, o que o 5-Estrelas apresentou como sua exigência central: a redução do número de membros do Parlamento.

A terceira maior economia da zona do euro vive um caos político desde que seu governo, abalado por meses de conflitos internos, desmoronou nesta semana, forçando o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, a renunciar no momento em que Roma iria começar a preparar o orçamento de 2020.

Na quinta-feira, o presidente Sergio Mattarella deu aos partidos cinco dias para fecharem um acordo para evitar eleições antecipadas que provavelmente recompensariam o partido Liga de extrema-direita, que encerrou sua coalizão de um ano com o 5-Estrelas.

Agora o PD e o 5-Estrelas, tradicionalmente adversários, estão negociando para compor uma nova coalizão e empurrar a Liga para a oposição. Em meio a suspeitas mútuas e grandes diferenças ideológicas, cada um está aumentando as apostas na crença de que o outro teme mais um retorno às urnas.

Nesta sexta-feira, foi a vez de o 5-Estrelas fazer jogo duro - seu líder, Luigi Di Maio, disse que as conversas não avançarão a menos que o PD concorde em reduzir o número de parlamentares de 945 para 600.

"O corte no número de parlamentares precisa ser feito, ponto final. Se não conseguirmos este primeiro item, não haverá mais nada", disse ele aos repórteres antes do início das negociações.

O PD se opôe à reforma no Parlamento e disse que só a cogitará como parte de uma reforma institucional mais ampla que seria um processo longo.

Após os primeiros dias de conversas, o partido emitiu um comunicado que pareceu indicar uma mudança de postura.

"Somos a favor de reduzir o número de membros do Parlamento, contanto que existam garantias constitucionais", disse, sem detalhar quais são as garantias que busca.

Emissários das duas siglas disseram haver motivo para se acreditar que uma coalizão pode ser formada eventualmente, mas que as decisões finais dependerão de seus líderes.

"Nenhum obstáculo insuperável foi apresentado", disse o vice-chefe do PD, Andrea Orlando.

Os mercados financeiros se animaram com a esperança de um acordo.

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