Partido de oposição na Hungria mantém liderança à medida que diminui número de eleitores indecisos, diz pesquisa
O principal partido da oposição da Hungria, o Tisza, manteve uma vantagem de 10 pontos sobre o partido nacionalista Fidesz, do primeiro-ministro Viktor Orbán, em fevereiro, de acordo com uma pesquisa publicada nesta sexta-feira, antes das eleições parlamentares marcadas para 12 de abril.
Orbán enfrenta o maior desafio desde que o partido Fidesz chegou ao poder com uma vitória esmagadora em 2010, embora o resultado permaneça incerto.
O Tisza, de centro-direita, é liderado pelo ex-membro do governo Peter Magyar, que afirmou que seu partido combaterá a corrupção, desbloqueará bilhões de euros em fundos congelados da União Europeia para impulsionar a economia e ancorará firmemente a Hungria na UE e na aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
A última pesquisa, realizada entre 31 de janeiro e 6 de fevereiro pelo Idea Institute, revelou que 48% dos eleitores decididos apoiam o Tisza, enquanto 38% apoiam o Fidesz de Orbán, sem alterações em relação ao mês anterior.
O Idea Institute também afirmou em uma publicação em sua página oficial no Facebook que o número de eleitores indecisos caiu 3 pontos percentuais, para 24%, em um mês.
"Muitos eleitores encontraram um partido para apoiar, e os partidos menores também puderam se beneficiar disso", afirmaram.
De acordo com a pesquisa, mais dois partidos obteriam votos suficientes para entrar no Parlamento, já que tanto o partido de extrema-direita Nossa Pátria (Mi Hazank) quanto a Coalizão Democrática (Demokratikus Koalicio), de esquerda, foram apoiados por 5% dos eleitores.
A votação de abril terá implicações importantes para a Europa e suas forças políticas de extrema-direita. Orbán, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, frequentemente entra em conflito com a UE em uma série de questões, ao mesmo tempo em que mantém laços cordiais com a Rússia e critica a Ucrânia.
A UE acusa Orbán de corroer os valores democráticos na Hungria, o que ele nega.
A maioria das pesquisas mostra o Fidesz atrás do Tisza, apesar das medidas populares entre os eleitores após três anos de estagnação econômica na Hungria, que também sofreu o pior surto inflacionário da UE após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
No entanto, as pesquisas pró-governo mostram uma vantagem do Fidesz.
Uma pesquisa de fevereiro publicada também nesta sexta-feira pelo instituto pró-governo Nezopont disse que 46% dos eleitores apoiam o Fidesz, enquanto 40% apoiam o Tisza.