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Parlamento Europeu suspende tramitação de acordo comercial entre UE e EUA

Medida chega após novas tarifas de Trump contra países do bloco

20 jan 2026 - 07h59
(atualizado às 08h12)
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O Parlamento da União Europeia decidiu nesta terça-feira (20) suspender a tramitação do acordo comercial com os Estados Unidos, em meio às investidas do presidente Donald Trump para anexar a Groenlândia.

Sessão do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França
Sessão do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A medida foi tomada em comum acordo entre os grupos conservador, socialista e liberal no Legislativo da UE. "Agir com ameaças é inaceitável. É por isso que o Parlamento Europeu decidiu, junto aos três grandes grupos, suspender o acordo comercial", disse o eurodeputado Manfred Weber, líder do Partido Popular Europeu (PPE), dono da maior bancada na Eurocâmara.

"É o instrumento mais poderoso que temos neste momento", acrescentou Weber, que, por outro lado, defendeu que a Europa "mantenha a calma" para responder às ações de Trump. "Temos de agir com um estilo europeu, não com um estilo trumpiano", salientou.

O acordo comercial em questão foi fechado em julho passado e estabelece uma alíquota de 15% para produtos da UE entrarem nos EUA, que, por sua vez, se beneficiam de um regime de tarifa zero para acessar o mercado europeu em determinadas categorias.

O texto estava previsto para ser ratificado pelo Parlamento Europeu entre 26 e 27 de janeiro, com o objetivo de evitar uma guerra tarifária, tema que voltou à tona após o presidente americano anunciar uma taxação adicional de 10% (podendo subir para 25% em junho) contra mercadorias de oito países europeus, incluindo seis membros da UE, que enviaram militares recentemente para a Groenlândia.

A medida atinge Alemanha, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Noruega, Reino Unido e Suécia, em meio à crescente pressão de Trump para assumir o controle da ilha dinamarquesa no Ártico.

"As tarifas adicionais são um erro, sobretudo entre aliados de longa data", declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Ela ainda prometeu uma resposta "firme, unida e proporcional".

Ansa - Brasil
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