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Paquistão convoca embaixador francês por discurso de Macron

Islamabad considerou fala de presidente como 'irresponsável'

26 out 2020
12h50
atualizado às 13h20
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O governo do Paquistão convocou nesta segunda-feira (26) o embaixador da França em Islamabad, Marc Baréty, para apresentar "o mais forte protesto" por conta das declarações do presidente Emmanuel Macron no dia 21 de outubro.

Protestos contra fala de Macron se espalharam por países islâmicos
Protestos contra fala de Macron se espalharam por países islâmicos
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Segundo um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, o presidente francês autoriza "a publicação de desenhos com blasfêmias" ao dizer que defende a liberdade de expressão no país.

A nota oficial foi divulgada pouco após o ministro da pasta, Shah Mahmood Qureshi, dizer que "as palavras irresponsáveis de Macron jogaram lenha na fogueira" e que "ninguém tem o direito de ferir os sentimentos de milhões de muçulmanos com o pretexto da liberdade de expressão".

Os países liderados por políticos islâmicos abriram um conflito de grandes proporções, liderados pela Turquia, contra o chefe do Palácio Eliseu por conta do discurso feito por Macron em uma homenagem para o professor de história Samuel Paty, decapitado por um islamista em 16 de outubro.

Naquele dia, o presidente reforçou que o governo não iria cercear a liberdade de expressão, incluindo as charges publicadas pela mídia. Apesar de não citar nominalmente, Macron referia-se às publicações do jornal satírico "Charlie Hebdo", que publicou por diversas vezes sátiras de Maomé.

O professor francês, segundo as investigações, foi assassinado brutalmente por ter debatido em sala de aula, com estudantes da 7ª série, a liberdade de expressão. Durante a exposição, ele teria mostrado diversos exemplos de matérias e quadrinhos polêmicos, incluindo os do "Charlie Hebdo" de 2015 - que também provocaram um atentado terrorista em janeiro daquele ano, com 12 mortes.

Antes do Paquistão, a Turquia pediu que os países façam um boicote aos produtos franceses. Já a União Europeia se colocou ao lado do líder francês e classificou de "inaceitáveis" as palavras de Recep Tayyip Erdogan. .
   

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