Papa Leão publicará primeiro grande documento, sobre IA, em 25 de maio
O papa Leão lançará seu primeiro documento detalhado, que deverá abordar a ascensão da inteligência artificial e os desafios aos direitos dos trabalhadores, em 25 de maio, anunciou o Vaticano na segunda-feira.
O texto, conhecido como encíclica, provavelmente também condenará as guerras que assolam o mundo, de acordo com fontes.
Ele será intitulado "Magnifica Humanitas" (Magnífica Humanidade) e foi formalmente assinado pelo papa na sexta-feira, antes da publicação, informou um comunicado do Vaticano.
Leão, o primeiro papa dos EUA, participará de uma apresentação do texto no Vaticano no dia de sua publicação, marcando uma ruptura com a tradição papal.
Também participará desse evento Christopher Olah, cofundador da empresa de IA Anthropic, informou o Vaticano.
As encíclicas são uma das formas mais elevadas de ensino de um pontífice para os 1,4 bilhão de seguidores da Igreja.
"A primeira encíclica de um papa normalmente delineia suas prioridades, concentrando-se no que ele vê como sérias questões sociais e morais para o mundo moderno", disse John Thavis, correspondente aposentado do Vaticano que cobriu três papados.
A nota de segunda-feira informou que o texto do papa abordaria "a proteção da pessoa humana na era da inteligência artificial".
Nas últimas semanas, Leão tem falado com veemência contra a direção tomada pela liderança mundial, e atraiu a ira do presidente Donald Trump depois de criticar a guerra no Irã.
Espera-se que o novo documento, que está sendo elaborado há meses, aborde uma série de questões sociais e possa oferecer a orientação mais abrangente da Igreja sobre questões de direitos dos trabalhadores em décadas.
Leão, o 14º papa a escolher esse nome, assinou o texto em 15 de maio, no 135º aniversário de uma encíclica do papa Leão 13, que pediu melhores salários e condições de trabalho para os operários no final do século 19.
Leão 14, que completou um ano como papa em 8 de maio, alertou várias vezes sobre os riscos da IA.
Ele condenou o uso dessa tecnologia em guerras em um discurso na maior universidade da Europa na semana passada, citando conflitos na Ucrânia, Gaza, Líbano e Irã como exemplos da "evolução desumana da relação entre guerra e novas tecnologias em uma espiral de aniquilação".
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