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Papa envia rosários a militares presos na Argentina

Francisco costuma abençoar terços dados a detentos

12 jan 2020
11h53
atualizado às 13h23
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O papa Francisco enviou mais de 50 rosários a militares presos sob acusações de crimes de lesa humanidade na Argentina.

Papa Francisco celebra Angelus no Vaticano
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Foto: EPA / Ansa - Brasil

Os terços foram entregues pelo bispo castrense (cargo que chefia uma espécie de diocese militar) no país, Santiago Oliveira. Os militares em questão estão na cadeia ou em prisão domiciliar e respondem por envolvimento em crimes contra a humanidade na ditadura que comandou a Argentina entre 1976 e 1983.

Em entrevista ao jornal La Nación, Oliveira contou que os rosários foram entregues após os militares terem reclamado de que Francisco havia enviado um terço à líder indígena Milagros Sala, em 2016, quando ela estava presa.

"Alguns perguntavam por que para Milagros Sala e não para eles. O Papa não apenas entregou mais de 50 rosários para que sejam enviados aos militares presos nos cárceres de Campo de Mayo e Ezeiza ou detidos em suas casas, para que sigam rezando, mas também gravou um áudio para todos os membros de minha diocese", disse o bispo.

Oliveira ainda acrescentou que as prisões preventivas "exageradas" não são uma forma de justiça. A Argentina teve uma das ditaduras mais cruéis do século 20 na América do Sul, com milhares de mortos e desaparecidos - grupos de direitos humanos falam em até 30 mil vítimas, embora ainda haja divergências sobre os números.

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