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Países prometem tropas como garantia de segurança à Ucrânia

Líderes de vários países conversaram sobre conflito em Kiev

4 set 2025 - 14h34
(atualizado às 15h14)
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Os líderes de dezenas de países, entre eles o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e vários da Europa, se reuniram nesta quinta-feira (4) com Volodymyr Zelensky, mandatário ucraniano, para discutir a guerra contra a Rússia, principalmente os passos que poderão ser dados em um eventual período de pós-conflito.

Líderes de dezenas de países conversaram sobre conflito em Kiev na chamada 'Coalizão dos Dispostos'
Líderes de dezenas de países conversaram sobre conflito em Kiev na chamada 'Coalizão dos Dispostos'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A cúpula da chamada "Coalizão dos Dispostos" foi realizada em Paris, mas diversos líderes participaram remotamente das conversas. Emmanuel Macron, chefe de Estado francês e anfitrião do episódio, destacou que pelo menos 26 nações "se comprometeram a mobilizar tropas na Ucrânia ou a estar presentes por terra, mar ou ar para fornecer segurança".

"Acredito que hoje, pela primeira vez em muito tempo, alcançamos o primeiro passo concreto. As garantias de segurança não são apenas para o futuro, mas também para o presente. A coalizão também é muito ativa no campo militar, tanto que medidas concretas já foram tomadas", disse Zelensky.

O mandatário de Kiev destacou que os mais de 30 países participantes do encontro estão unidos para finalizar o conflito no leste europeu com uma "paz confiável" e "segurança a longo prazo". O político ainda reforçou a necessidade de "aumentar o apoio" e a "pressão" sobre Moscou.

"Compartilhamos a mesma opinião de que a Rússia está envidando todos os esforços para prolongar o processo de negociação e a guerra. Os preparativos para o 19º pacote de sanções da União Europeia estão em andamento e o Japão também trabalha em sanções. Gostaria de expressar um agradecimento especial a Trump por todos os seus esforços para encerrar esta guerra", afirmou Zelensky.

O ucraniano também acusou seu homólogo russo, Vladimir Putin, de "não estar disposto a restaurar a paz", além de indicar que a pressão da comunidade internacional "está funcionando". O líder de Kiev ainda avaliou que a "economia russa está enfrentando problemas crescentes".

Em uma coletiva de imprensa, Macron, por sua vez, destacou que os americanos "foram muito claros" sobre sua participação nas garantias de segurança e mencionou que o "problema" é a Rússia e sua "guerra de agressão".

Entre as conclusões da cúpula de Paris de hoje, o Reino Unido, através de seu primeiro-ministro, Keir Starmer, firmou um compromisso de fornecer "mísseis de longo alcance" aos ucranianos.

"Os europeus estão dispostos a dar uma contribuição decisiva para fortes garantias de segurança para a Ucrânia após uma solução negociada. A Alemanha decidirá sobre a intervenção militar oportunamente, assim que as condições gerais forem esclarecidas", informou o governo de Berlim.

Em sua participação, Trump expressou sua frustração com os países da UE por continuarem comprando petróleo russo, pois estão auxiliando Moscou a financiar sua guerra, informou Zelensky. De acordo com o magnata, a Rússia recebeu 1,1 bilhão de euros do bloco em vendas de combustível em um ano.

Já o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, mencionou que seu homólogo americano declarou que "devemos agir juntos na política de sanções e buscar maneiras de deter a máquina de guerra da Rússia por meios econômicos". 

Ansa - Brasil
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