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Oriente Médio

Síria: Conselho Nacional pagará salários do Exército Sírio Livre

1 abr 2012 - 10h40
(atualizado às 12h12)
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O presidente do Conselho Nacional Sírio (CNS), a principal coalizão da oposição nesse país, anunciou neste domingo que o movimento pagará os salários aos membros do Exército Sírio Livre (ESL) na luta contra o governo de Damasco.

Luta por liberdade revoluciona norte africano e península arábica

"O CNS se encarregará do pagamento dos salários fixos de todos os oficiais, soldados e resistentes membros do ESL", declarou o presidente do CNS, Burhan Ghalioun, ante os representantes de 74 países ao iniciar a segunda reunião dos "Amigos do povo sírio" em Istambul.

Fundado por oficiais que desertaram do exército regular sírio, o ESL afirma possuir dezenas de milhares de soldados e assegurar a defesa das populações sírias ante os ataques realizados pelo governo de Bashar al-Assad.

El dirigente também pediu à comunidade internacional para que reconhecesse seu movimento como o único representante legítimo dos sírios.

"Desejamos o reconhecimento do CNS como o único representante legítimo do povo sírio e queremos o compromisso internacional com a reconstrução da Síria após a inevitável queda do regime", disse Ghalioun ante as delegações presentes.

Damasco de Assad desafia oposição, Primavera e Ocidente

Após derrubar os governos de Tunísia e Egito e de sobreviver a uma guerra na Líbia, a Primavera Árabe vive na Síria um de seus episódios mais complexos. Foi em meados do primeiro semestre de 2011 que sírios começaram a sair às ruas para pedir reformas políticas e mesmo a renúncia do presidente Bashar al-Assad, mas, aos poucos, os protestos começaram a ser desafiados por uma repressão crescente que coloca em xeque tanto o governo de Damasco como a própria situação da oposição da Síria.

A partir junho de 2011, a situação síria, mais sinuosa e fechada que as de Tunísia e Egito, começou a ficar exposta. Crise de refugiados na Turquia e ataques às embaixadas dos EUA e França em Damasco expandiram a repercussão e o tom das críticas do Ocidente. Em agosto a situação mudou de perspectiva e, após a Turquia tomar posição, os vizinhos romperam o silêncio. A Liga Árabe, principal representação das nações árabes, manifestou-se sobre a crise e posteriormente decidiu pela suspensão da Síria do grupo, aumentando ainda mais a pressão ocidental, ancorada pela ONU.

Mas Damasco resiste. Observadores árabes foram enviados ao país para investigar o massacre de opositores - já organizados e dispondo de um exército composto por desertores das forças de Assad -, sem surtir efeito. No início de fevereiro de 2012, quando completavam-se 30 anos do massacre de Hama, o as forças de Assad investiram contra Homs, reduto da oposição. Pouco depois, a ONU preparou um plano que negociava a saída pacífica de Assad, mas Rússia e China vetaram a resolução, frustrando qualquer chance de intervenção, que já era complicada. A ONU estima que pelo menos 5 mil pessoas já tenham morrido na Síria.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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