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Peritos confirmam uso recorrente de cloro como arma na Síria

10 set 2014
21h34
atualizado às 21h35
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A Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) confirmou nesta quarta-feira o uso sistemático de cloro como arma química na Síria. Em seu relatório, os investigadores da Opaq na Síria reforçam a tese de uso "reiterado e sistemático" de um agente químico tóxico.

Os investigadores estimam, "com um alto grau de segurança, que esse agente químico tóxico é o cloro, puro ou misto". O regime do presidente sírio Bashar al-Assad e os rebeldes trocam acusações pelo uso de agentes químicos desde o início do conflito, em 2011.

Em um relatório preliminar publicado em junho, a Opaq indicou que não poderia apresentar "conclusões definitivas", mas já afirmava acreditar no uso sistemático de "agentes químicos tóxicos, provavelmente irritantes para as vias respiratórias, como o cloro".

As investigações da missão evocavam a possibilidade de uso de cloro em ataques contra as localidades de Talmanes, Al-Talmana e Kafr Zeita.

A porta-voz do Departamento de Estado americano, Marie Harf, indicou nesta quarta-feira que os Estados Unidos estão "profundamente preocupados" com o último relatório da Opaq, já que ele prova que "o regime Assad é o responsável por esses ataques".

"O fato de termos conseguido retirar grandes quantidades de armas químicas da Síria para destruí-las é um passo importante, mas ainda resta trabalho a fazer. E ainda temos muitas preocupações", acrescentou a porta-voz.

O cloro é um popular agente industrial com múltiplas utilidades e não é permanente, por isso a dificuldade de provar o seu uso, apontaram os inspetores.

A Síria entrou para a Convenção sobre Armas Químicas em outubro de 2013 depois de um acordo entre Washington e Moscou para desmantelar o seu arsenal químico. O regime sírio foi acusado de ter usado gás sarin em um ataque perto de Damasco.

Desde então, todo o arsenal químico declarado por Damasco foi destruído ou retirado do país.

A investigação sobre o uso de cloro foi anunciada no final de abril, após a denúncia da França e dos Estados Unidos sobre seu uso pelo regime sírio em ataques contra redutos rebeldes.

Damasco não tinha a obrigação de declarar o gás de cloro, pois é um produto químico amplamente utilizado no setor industrial.

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