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Oriente Médio

Ataques contra o Irã deixam destruição em bairros, prédios e patrimônio histórico de Teerã

Imagens mostram rastro de destruição após ataques dos EUA e Israel

9 mar 2026 - 17h29
(atualizado às 18h39)
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Fumaça sobe após ataques aéreos contra depósitos de petróleo em 8 de março de 2026 em Teerã, Irã.
Fumaça sobe após ataques aéreos contra depósitos de petróleo em 8 de março de 2026 em Teerã, Irã.
Foto: Majid Saeedi/Getty Images

A capital do Irã, Teerã, foi um dos principais alvos da ofensiva militar conduzida por Israel e pelos Estados Unidos, que deixou centenas de estruturas destruídas ou danificadas na cidade. A campanha aérea atingiu áreas residenciais, centros médicos, escolas e até patrimônios históricos.

Com mais de 6 mil anos de história, Teerã se desenvolveu a partir de assentamentos do período neolítico e se tornou capital do país em 1786, quando foi escolhida como sede do poder pela Dinastia Qajar. Parte desse legado histórico também acabou afetada pelos bombardeios.

Segundo levantamento da ACLED (Armed Conflict Location & Event Data), quase 360 ataques foram realizados por Israel em 27 províncias iranianas ao longo de 12 dias. Mais de 150 alvos diferentes foram atingidos durante esse período, muitas vezes com múltiplos bombardeios na mesma cidade.

A capital concentrou uma parcela significativa das ofensivas. Quase um terço dos episódios violentos registrados ocorreu na região de Teerã, e a maioria deles dentro da própria cidade. Ao menos 17 dos 22 distritos da capital foram atingidos.

De acordo com a organização Ativistas de Direitos Humanos no Irã, mais de um terço dos cerca de 700 locais bombardeados em todo o país estavam situados em Teerã.

O impacto da ofensiva também foi sentido em larga escala na infraestrutura civil. Segundo Pir Hossein Kolivand, presidente do Crescente Vermelho Iraniano, mais de 6 mil edifícios civis foram danificados em todo o Irã desde o início dos ataques.

Os dados divulgados indicam que foram atingidas 5.535 unidades residenciais, 1.041 prédios comerciais, 14 centros médicos, 65 escolas e 13 instalações do próprio Crescente Vermelho.

Israel divulga imagens de ataque a quartel-general do exército iraniano em Teerã:

Analistas apontam que a concentração de ataques na capital faz parte de uma estratégia voltada a enfraquecer as estruturas de comando do país. A ofensiva incluiu a destruição de centenas de instalações associadas às instituições militares e de segurança iranianas, que têm seus centros de comando concentrados em Teerã. Entre os alvos atingidos estava um bunker subterrâneo ligado a essas estruturas.

Além de instalações estratégicas, depósitos de combustível também foram atingidos. Em um dos episódios mais visíveis da ofensiva, caças israelenses atacaram ao menos dois depósitos de petróleo na capital. A explosão provocou uma espessa nuvem de fumaça que encobriu o céu da cidade e lançou uma chuva escura e oleosa sobre a região, deixando o dia com aparência de noite.

A campanha militar também afetou locais culturais e turísticos. O Palácio de Golestan, antiga residência real construída no século XVI e reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO, sofreu danos indiretos após uma onda de explosões na área provocada por ataques americano-israelenses, segundo a imprensa local. 

Na quinta-feira, um ataque destruiu o estádio Besat, que sediava jogos de vôlei. O Estádio Azadi, maior complexo esportivo do Irã, foi bombardeado também.

O conflito deixou também um alto número de vítimas. De acordo com a organização Ativistas de Direitos Humanos no Irã, mais de 1.200 civis iranianos morreram durante os combates, número que supera o dobro do registrado na guerra de 12 dias travada com Israel no ano passado.

Os militares dos Estados Unidos e de Israel afirmam que as operações têm como alvo estruturas estratégicas e negam que civis estejam sendo atacados propositalmente.

Fonte: Portal Terra
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