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Enviado do Irã na ONU diz que 1.332 civis iranianos foram mortos na guerra

6 mar 2026 - 20h07
(atualizado às 21h06)
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O embaixador do Irã na ONU, ‌Amir Saeid Iravani, disse nesta sexta-feira que pelo menos 1.332 civis iranianos foram mortos até o momento no conflito com Israel e os EUA, e que outros milhares ficaram feridos.

Em conversa com jornalistas na sede das Nações ⁠Unidas em Nova York, Iravani afirmou que os EUA ‌e Israel tinham deliberadamente como alvo a infraestrutura civil, enquanto o Irã tinha como alvo locais militares, ‌não civis.

Os EUA e Israel dizem ‌o contrário.

Segundo Iravani, o Irã não tem como ⁠alvo os interesses dos países vizinhos e investiga as alegações de que teria atingido locais não militares.

"Nossa avaliação inicial indica que alguns desses incidentes podem ter sido resultado de interceptações ou interferências do sistema de defesa dos ‌Estados Unidos, que poderiam ter desviado alvos militares pretendidos", ‌disse ele.

O presidente ⁠dos EUA, Donald ⁠Trump, exigiu a "rendição incondicional" do Irã nesta sexta-feira e disse que ⁠seu novo líder ‌supremo deve ser "aceitável", após ‌o aiatolá Ali Khamenei ser morto no primeiro dia da guerra.

Trump disse à Reuters em uma entrevista na quinta-feira que ele deve ter voz na escolha ⁠da nova liderança.

Iravani chamou a declaração de Trump de "uma clara violação dos princípios de não interferência nos assuntos internos dos Estados, conforme consagrado na Carta das Nações Unidas".

"A seleção da ‌liderança do Irã ocorrerá estritamente de acordo com nossos procedimentos constitucionais e exclusivamente pela vontade do povo iraniano, sem ⁠qualquer interferência estrangeira", acrescentou.

Horas após os comentários de Trump, o presidente do Irã anunciou que países não especificados haviam iniciado esforços de mediação, um dos primeiros sinais de qualquer iniciativa diplomática para encerrar o conflito.

Duas autoridades norte-americanas disseram à Reuters que investigadores dos EUA acreditam que é provável que as forças norte-americanas tenham sido responsáveis por um aparente ataque a uma escola de meninas iranianas que matou dezenas de crianças no sábado, mas ainda não chegaram a uma conclusão final.

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