Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Oriente Médio

ONU denuncia ameaças na Síria e confirma morte de onze funcionários

6 set 2013 - 14h55
(atualizado às 15h54)
Compartilhar
Exibir comentários

A ONU denunciou nesta sexta-feira que está há "meses" recebendo ameaças de diferentes grupos na Síria e confirmou que onze empregados das Nações Unidas morreram desde que começou o conflito neste país.

"Nas últimas semanas e meses fizemos frente a ameaças de diferentes fontes, morreram voluntários e funcionários das Nações Unidas e outros foram sequestrados", disse hoje a subsecretária geral da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, em uma teleconferência na sede do organismo após uma visita a Damasco.

Valerie, que falou com a imprensa na sede da ONU através de uma videoconferência desde o Líbano após uma visita a Damasco, confirmou a morte de 11 funcionários da ONU na Síria nesses dois últimos anos e meio, ressaltando que levaram "muito a sério" todas as ameaças que receberam.

"Há desafios relacionados à situação de segurança no terreno, mas nas conversas que tive com nossos funcionários alcançamos um compromisso sério de continuar nossas operações", disse Valerie, que acrescentou que a ONU leva em consideração a segurança de seu pessoal.

Título
AFP

Acompanhe a cobertura exclusiva do Terra através do trabalho dos jornalistas Tariq Saleh e Mauricio Morales. Sediado no Líbano, país vizinho e sensível à crise síria, Saleh conversou com sírios, visitou refugiados e ouviu analistas para acompanhar o desenrolar de um conflito complexo e com desfecho ainda incerto. Enviado especial para o conflito, Morales passou dias com rebeldes para conhecer sua visão do conflito.

A chefe humanitária da ONU detalhou que existem 4,5 mil empregados do organismo trabalhando "em zonas controladas pelo governo e pela oposição", reiterando que os mesmos expressaram seu compromisso de seguir no país apesar das ameaças recebidas e do risco iminente.

Valerie concluiu ontem uma visita à Síria na qual teve oportunidade de manter encontros "positivos" com as autoridades para abordar a crise humanitária, além dos "desafios administrativos" que estão encontrando para dar assistência aos afetados pelo conflito.

No entanto, a chefe humanitária da ONU reconheceu que não pôde visitar a zona de Guta Oriental, situada na periferia de Damasco, onde ocorreu o suposto ataque químico do último dia 21 de agosto. Segundo a oposição, cerca de 1,5 mil pessoas morreram neste ataque.

Por outro lado, Valerie advertiu que a crise humanitária é de uma escala "raramente vista", com mais de 100 mil mortos, 4 milhões de deslocados internos e 2 milhões de refugiados nos países vizinhos, enquanto um terço da população segue necessitando de ajuda.

A chefe humanitária da ONU, que agora se encontra no Líbano, teve hoje um encontro com o primeiro-ministro do país, Tamam Salam, quem lhe transmitiu sua preocupação em torno do aumento do número de refugiados. Segundo Salam, uma em cada cinco pessoas no Líbano é síria.

Em seu discurso, Valerie ressaltou que este fluxo de refugiados vem causando um impacto "social e econômico" considerável no Líbano, cujas autoridades temem que os números aumentem ainda mais e, por isso, voltaram a pedir o apoio da comunidade internacional.

EFE   
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade