Durante a realização da cúpula do G20 em São Petersburgo, na Rússia, o representante especial do secretário-geral da Nação Unidas (ONU) para Síria, Lakhdar Brahimi, advertiu nesta sexta-feira contra um possível ataque militar em território sírio sem o aval do organismo internacional.
"Ninguém pode utilizar a força sem o beneplácito do Conselho de Segurança da ONU", declarou Brahimi depois de ter participado de um almoço de trabalho com os ministros das Relações Exteriores que acompanham os líderes do G20.
O almoço foi organizado pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, quem hoje manteve vários encontros para tentar evitar um ataque militar contra a Síria por parte dos EUA, que, por sua vez, acusa o regime sírio de Bashar al Assad de ter usado armas químicas contra civis em um ataque ocorrido no último dia 21 de agosto.
"Trabalhamos com afinco para realizar a iniciativa russo-americana de realizar uma conferência de paz em Genebra", acrescentou Brahimi, embora tenha ressaltado que, "neste momento, a convocação de Genebra-2 está sob ameaça devido aos fatos do dia 21 de agosto e suas consequências".
O representante de Ban Ki-moon se referia ao suposto uso de armas químicas por parte do regime sírio em uma ofensiva nos de Damasco, onde mais de 1,4 mil pessoas morreram, segundo a oposição.
"Chamei a atenção dos presentes (no almoço centrado nas possíveis consequências de um ataque contra a Síria) e expressei a esperança de seguirmos com nossos esforços para ajudar os sírios a sair da crise", ressaltou.
Por sua parte, o chefe da diplomacia russa afirmou que, segundo Brahimi, os resultados da investigação da ONU sobre o ataque químico na Síria serão divulgados somente no momento em que todos os procedimentos científicos forem encerrados, embora não tenha falado sobre uma possível data.
Conheça máquinas de guerra do Ocidente preparadas para atacar a Síria
Diante das evidências que aponta para o uso de armas químicas pelo regime sírio na guerra civil do país, a comunidade internacional costura a possibilidade de uma intervenção militar para "punir" o governo de Bashar al-Assad. Apesar de teoricamente uma intervenção precisar de apoio do Conselho de Segurança da ONU, algumas fontes aponta que o início de um ataque militar é iminente. Esta eventual ação seria liderada pelos Estados Unidos e reuniria vários países ocidentais, como a França e a Grã-Bretanha, com o apoio de países da região, como a Turquia. Conheça parte do arsenal bélico e das instações desta coalizão para um eventual ataque. Na imagem, o destróier americano USS Gravely, na costa da Grécia, em junho de 2013
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Avião americano F-16 decolando de base aérea em Azraq, na Jordânia
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Tanques israelenses nas Colinas de Golã, próximo à fronteira com a Síria
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Aviões americanos F-15 Eagles
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Avião americano F-16CJ na base aérea de Incirlik, na Turquia
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Soldados americanos descarregam mísseis AIM-9 Sidewinder na base aérea de Incirlik
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Bombas MK-82 na base aérea americana de Incirlik, na Turquia
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Sistema de defesa Patriot em Kahramanmaras, na Turquia
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Porta-aviões americano USS Harry S. Truman e o navio-tanque USNS Leroy Grumman, no Mar Mediterrâneo
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Helicóptero Apache da Real Força Aérea britânica
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Avião AV-8B Harrier decola do porta-aviões USS Kearsarge, no Mar Mediterrâneo
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Aviões bombardeiros Tornado da Real Força Aérea britânica
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Base aérea britânica em Limassol, no Chipre
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Destróier americano USS Mahan
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Porta-aviões americano USS Harry S. Truman e o navio de guerra USS Gettysburg
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Destróier USS Ramage
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Destróier americano USS Barry, no Mar Mediterrâneo
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Porta-aviões nuclear francês Charles de Gaulle
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Míssil Tomahawk disparado do destróier USS Barry
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Bateria de defesa israelense Domo de Ferro, em Haifa