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Oriente Médio

Mais de 45 mil egípcios fugiram da Líbia após decapitação de 21 coptas pelo EI

20 mar 2015 - 18h54
(atualizado às 18h54)
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Mais de 45.000 egípcios fugiram da Líbia desde o anúncio, em 15 de fevereiro, da decapitação de 21 cristãos coptas pelo grupo radical Estado Islâmico (EI), informaram nesta sexta-feira funcionários e veículos oficiais egípcios.

O número de egípcios que vivem na Líbia não é conhecido, pois muitos entraram ilegalmente, mas seriam dezenas e até mesmo centenas de milhares, segundo os cálculos. Eles trabalham especialmente com construção e artesanato.

Uns 11.500 egípcios deixaram a Líbia através da vizinha Tunísia, entre o anúncio de decapitações pelo EI e esta sexta-feira, disse o porta-voz do ministério da Aviação Civil, Mohamed Rahma.

No mesmo período, cerca de 34.000 egípcios fugiram do país pela fronteira oriental, segundo veículos oficiais.

O Egito solicitou que seus cidadãos deixem a Líbia depois da execução dos coptas, que em sua grande maioria eram egípcios.

O exército bombardeou posições jihadistas na Líbia e pediu uma intervenção militar internacional.

O EI, que controla algumas regiões no Iraque e na Síria, aproveitou-se da anarquia reinante na Líbia desde a queda do regime de Muamar Kadhafi, para estender seu domínio a este país, onde continua cometendo atos violentos e sangrentos ataques suicidas.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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