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Oriente Médio

Judeus celebram ano 5.772 após criação do mundo

28 set 2011 - 11h51
(atualizado às 12h39)
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Judeus de todo o mundo, religiosos e seculares, e entre eles os cerca de seis milhões que vivem em Israel, celebram a partir desta quarta-feira o "Rosh Hashaná" ou Ano Novo, que de acordo com o calendário hebreu é o 5.772 desde a criação do mundo.

A festividade se prolonga durante dois dias, desde o entardecer desta quarta até o anoitecer de sexta. O "Rosh Hashaná" começa a ser celebrado na véspera do início do mês hebraico de "Tishrei".

Sua comemoração supõe o início do "Yamim Noraim", que são os dias que transcorrem entre o Ano Novo e o "Yom Kippur", a data mais solene do calendário hebreu, na qual Deus decide quem será inscrito no "Livro da Vida", de acordo com a tradição.

O período de reflexão espiritual colocará em prática uma série de tradições. Na quinta-feira, é comum para os ortodoxos a visita a fontes de água como mares, rios ou mananciais para ler versículos e orações e se desfazer simbolicamente dos pecados do ano que terminou.

No jantar realizado esta noite, há o costume de degustar maçãs embebidas em mel, para adoçar o próximo ano. Também comem tâmaras, abóboras, grãos-de-bico e alho-poró, enquanto os alimentos amargos são evitados.

A festividade também é acompanhada por longas horas de rezas nas sinagogas, nas quais os fiéis buscam a expiação de seus pecados perante Deus.

Já os israelenses seculares iniciam um período de férias parecido com o Natal em países de tradição cristã, no qual costumam realizar várias festividades até a última das comemorações da temporada, o "Sucot" ou "Festa dos Tabernáculos", que este ano cai entre 12 e 19 outubro.

Para reforçar a segurança, há anos o Exército israelense fecha as passagens na fronteira com Gaza e Cisjordânia no período destas e outras festas, uma medida que entrou em vigor na meia-noite e durará até o amanhecer de domingo.

O fechamento acontece novamente no Yom Kippur, entre os dias 7 e 8 de outubro, e também durante os oito dias da Festa dos Tabernáculos, que põe fim ao ciclo de festas do início do ano.

O Escritório Central de Estatísticas de Israel divulgou dados sobre a população do Estado judeu, que hoje conta com 7,79 milhões de pessoas, das quais 5,8 milhões são judeus, 1,6 milhões têm origem árabe, e 217 mil são trabalhadores estrangeiros que residem no país não contabilizados entre as minorias.

O presidente do Estado israelense, Shimon Peres, felicitou as comunidades judaicas na diáspora em mensagem na qual afirma que "o próximo ano será um período decisivo para Israel, para toda a região e o mundo".

Ao falar sobre a situação do estagnado processo de paz entre israelenses e palestinos e sobre o desejo palestino de conseguir o reconhecimento como Estado membro da ONU, Peres defendeu o "trabalho para estender pontes e acabar com as diferenças que existem entre os dois (povos)".

EFE   
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