Jovem palestino esfaqueia 9 pessoas em ônibus em Tel Aviv, em Israel
Pelo menos nove pessoas ficaram feridas em diversos níveis de gravidade depois que foram esfaqueadas nesta quarta-feira por um jovem palestino em um ônibus na cidade de Tel Aviv, em Israel, confirmou para a Agência Efe a polícia israelense.
Os fatos aconteceram nesta manhã, quando o homem identificado como Hamza Mohammed Hassan Matruk, de 23 anos, procedente da cidade de Tulkarm, na Cisjordânia ocupada, atacou vários passageiros de um ônibus público que passava pelo sul de Tel Aviv, informou Micky Rosenfeld, porta-voz da polícia. Membros das forças de segurança atiraram na perna do criminoso, que sem seguida foi preso. Segundo Rosenfeld, ele será interrogado para que novos ataques sejam evitados.
Os resultados preliminares da investigação indicam que Hamza Mohammed Hassan Matruk promoveu o ataque como forma de vingança pela operação militar israelense do ano passado em Gaza, que causou a morte de mais de 2 mil palestinos e 70 israelenses, 64 deles soldados, segundo o jornal "Yedioth Ahronoth". Outra motivação poderia ser a crescente tensão dos últimos meses em torno da Esplanada das Mesquitas (conhecida como Monte do Templo para os judeus), foco de enfrentamentos entre palestinos e autoridades israelenses em Jerusalém.
O Magen David Adom (equivalente israelense à Cruz Vermelha) confirmou à Agência Efe que são nove as pessoas feridas, sendo quatro em estado moderado ou grave.
As reações na esfera política foram imediatas, começando pelo comunicado emitido pelo porta-voz do movimento islamita Hamas, Sami Abu Zuhri, se mostrando satisfeito por "uma reação natural ao terrorismo israelense".
A maioria dos líderes políticos israelenses, por sua vez, concordaram em responsabilizar pelo ataque o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. Ele não se pronunciou a respeito.
"O ataque terrorista em Tel Aviv é resultado direto da incitação venenosa disseminada pela Autoridade Palestina contra os judeus e seu Estado. Este mesmo terrorismo nos ataca em Paris, Bruxelas e em qualquer parte", denunciou Netanyahu em comunicado divulgado por seu escritório.
Em contrapartida, o líder da oposição e do partido trabalhista que lidera em coalizão as pesquisas para as próximas eleições gerais, Isaac Herzog, lamentou o ataque.
"Lamento que não exista um sentimento de segurança para os cidadãos israelenses, nem em Jerusalém, nem em Gaza nem em Tel Aviv", afirmou ele, considerando inaceitável a situação de insegurança que impede o uso do transporte público.