Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Oriente Médio

Iraque: onda de atentados mata quase 40 xiitas durante a Ashura

14 nov 2013 - 06h35
(atualizado às 10h34)
Compartilhar
Exibir comentários

Quase 40 pesssoas morreram nesta quinta-feira no Iraque em uma onda de atentados contra peregrinos xiitas que celebravam a Ashura, a principal festa religiosa desta comunidade muçulmana alvo de ataques de extremistas sunitas.

Pela manhã, um atentado contra uma procissão em Saadiyah, zona de maioria xiita da província de Diyala, norte de Bagdá, deixou ao menos 30 mortos e 65 feridos, segundo a polícia e serviços médicos.

Poucas horas antes, outras nove pessoas morreram em um atentado quase simultâneo na localidade de Hafriyah, sul de Bagdá, onde os peregrinos haviam se reunido em uma barraca de campanha.

Na cidade de Kirkuk (norte), onde vivem distintas comunidades religiosas, um duplo atentado deixou cinco feridos.

A celebração da Ashura é com frequência alvo de atentados de grupos sunitas relacionados com a Al-Qaeda, que consideram os xiitas, majoritários no Iraque, infieis.

Centenas de milhares de peregrinos foram nesta quinta-feira à cidade santa de Kerbala, rodeada de grandes medidas de segurança, para celebrar a Ashura, que recorda o martírio de Hussein, o neto do profeta Maomé, assassinado no século VII.

Segundo a tradição, o imã Hussein morreu junto a vários de seus companheiros na batalha de Kerbala e depois foi decapitado e mutilado. Por isso, muitos peregrinos recordam esses fatos com autoflagelamentos.

Este ano foram reforçadas ainda mais as medidas de segurança em Kerbala, com a mobilização de mais de 35.000 soldados e policiais dentro e em torno da cidade, e com controles para impedir a entrada de veículos. Vários helicópteros sobrevoam a cidade, situada a 100 km de Bagdá.

Segundo as autoridades, dois milhões de pessoas, entre elas 200.000 estrangeiras, terão visitado Kerbala quando terminar a peregrinação. Todos os hoteis da cidade estão lotados.

Ao som da história do imã Hussein, contada através de altos-falantes, alguns fieis vão de mausoléu em mausoléu gritando "Nós nos sacrificamos por ti, Hussein!", no último ato simbólico da peregrinação. As comemorações também incluem a encenação do assassinato de Hussein.

"Venho aqui todos os anos desde que era jovem, inclusive durante a ditadura de Saddam Hussein" (o presidente derrubado e executado), afirma Abu Ali, um peregrino de 35 anos, oriundo de Basra (sul). "Desafio a quem quer que seja que não chore", acrescenta, emocionado.

Sob o regime do ditador sunita Saddam Hussein, a maioria das comemorações da Ashura eram proibidas. As celebrações, que duram dez dias, terminam nesta quinta-feira.

Nos últimos meses, a violência se intensificaram no Iraque, apesar do reforço das medidas de segurança e das campanhas contra os insurgentes. No correr do ano, morreram 5.600 pessoas, 964 delas em outubro, o mês com mais vítimas desde abril de 2008, segundo cifras oficiais.

No início de novembro, o primeiro-ministro xiita, Nuri al-Maliki, pediu mais cooperação aos Estados Unidos para lutar contra a insurreição.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade